Depois dos canudos, São Paulo quer ampliar restrição ao uso de plásticos na cidade

Depois dos canudos, São Paulo quer ampliar restrição ao uso de plásticos na cidade

A Prefeitura é a primeira do continente a entrar no acordo, que tem como signatários os governos do Chile, Peru e de Granada (ilha do Caribe).

Medida polêmica que ainda aguarda aprovação (já prometida) do prefeito Bruno Covas (PSDB), a proibição de canudos plásticos de São Paulo é a primeira de uma nova agenda que a cidade está adotando para reduzir a produção de lixo. Nas próximas semanas, será anunciada a inclusão da capital em um acordo internacional para a redução de descartáveis e, na Câmara Municipal, uma legislação mais ampla, que proíbe todos os plásticos de uso único, está em tramitação.

O acordo do qual agora São Paulo faz parte é o Compromisso Global para a Nova Economia do Plástico, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ele foi assinado no fim de março, mas deve ser divulgado pela Prefeitura no próximo mês.

Os termos do acordo estabelecem objetivos, mas a cidade é quem determinará as metas. O compromisso é que São Paulo adote ações para eliminar o uso de embalagens de plástico desnecessárias, encorajar modelos de reuso do plástico e, entre outras ações, melhorar os índices de reciclagem do município, que hoje estão abaixo dos 10%.

Leis

O texto, aprovado na Câmara Municipal paulistana em abril, proíbe a distribuição da canudos plásticos em restaurantes, bares, hotéis e salões de eventos, estabelecendo que eles podem ser trocados por outros materiais descartáveis, como papel reciclável e material biodegradável.

Covas já sinalizou apoio à medida, mas ainda precisa sancionar o texto e regulamentá-lo. O prefeito precisa decidir, por exemplo, quem fará a fiscalização e aplicará as multas, que variam de R$ 1 mil a R$ 8 mil.

Paralelamente, tramita na Câmara um outro projeto do vereador Xexéu Trípoli (que também apresentou o texto dos canudos), ampliando as restrições. O PL 99/2019 proíbe “o fornecimento de copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões de plásticos descartáveis” nos mesmos lugares em que a distribuição de canudos foi banida, com as mesmas penalidades.

Por outro lado, o setor de hotéis e restaurantes vê a proposta com ressalva. “Qualquer medida para o meio ambiente tem o nosso apoio”, diz Percival Maricato, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “Mas essas medidas precisam ser bem discutidas, com prazos para a adequação.”

Em São Paulo, o lixo coletado vai para longe do mar. Ele vai para o Aterro São João, na zona leste, distante mais de 60 quilômetros do oceano. Mas os especialistas alertam que é um erro pensar que a questão do acúmulo de plástico no meio ambiente não é uma discussão paulistana.

“O problema não é o lixo que vai para o aterro. É o que não é coletado, que é jogado nas ruas, não é recolhido, e vai parar em córregos e rios”, diz o professor de Engenharia Ambiental da USP Ronan Contrera.

A questão da proibição dos canudos de plástico já foi publicada mais de uma vez em nosso site. Esta semana, em que se comemora a Semana Mundial do Meio Ambiente, reforçamos o apoio à redução do uso de plástico, principalmente os canudos e demais itens de uso único. Assim como nosso slogan, “Investindo no presente, cuidamos do futuro”.

 

Link para a notícia:

https://saopaulosao.com.br/nossas-acoes/4495-depois-dos-canudos,-s%C3%A3o-paulo-quer-ampliar-restri%C3%A7%C3%A3o-ao-uso-de-pl%C3%A1sticos-na-cidade.html?fbclid=IwAR1A9N9FaEi5lqjJ1GxwG2deCt_dXMREqrWSoSs9CMZYNvWwUt-qs07FOdQ#

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