Artigos da categoria ‘Geração de energia’

China trilha liderança no mercado de energia solar

quarta-feira, 19 de novembro de 2008.

Em cinco anos, o país desenvolveu uma indústria de exportação multibilionária e hoje está entre os três maiores produtores mundiais de painéis fotovoltaicos

A etiqueta “Made in China”, que hoje está espalhada em produtos por todo o mundo, deve em breve dominar também as exportações de painéis fotovoltaicos. Através de planejamento e políticas de incentivo, a China conseguiu criar um mercado multibilionário para o setor solar em menos de cinco anos e hoje está entre os três maiores produtores mundiais de painéis fotovoltaicos.

“Hoje, 90% do que o país fabrica é exportado, principalmente para a Alemanha e Espanha”, afirma o pesquisador Qian Qiu Zhao, do departamento de Pesquisas em Engenharia e Tecnologia da DuPont. As exportações de módulos fotovoltaicos do país chegaram a US$ 1,2 bilhões em 2006.

Existem hoje mais de cem fabricantes de painéis solares na china e, nos últimos três anos, nove empresas chinesas do setor abriram capital na bolsa de Nova York. “A China não esperou o mercado interno para desenvolver a indústria de painéis fotovoltaicos”, comenta Zhao que está no Brasil participando da III Conferência Latino-americana da ISES (Sociedade Internacional de Energia Solar).

A principal política governamental adotada pelo país foi o “Plano de Cinco Anos”, com o uso da estrutura criada para incentivar outros setores industriais, como as “zonas de alta tecnologia” e as “zonas de livre comércio”, e incentivos para o desenvolvimento econômico local. Zhao cita também os investimentos na formação de pesquisadores no exterior e a formação de profissionais especializados.

“O dr. Shi da Suntech estudou na Universidade de New South Wales, na Austrália, e quando voltou para a China abriu a empresa. O mesmo com a Shanghai JTU e a Beijing PV Inst”, cita Zhao. Ao mesmo tempo, a mão-de-obra barata para a manufatura continua sendo um fator que outros países não conseguem competir.

O especialista destaca que muitas empresas que acumularam riquezas nos últimos 30 anos agora investem neste setor, como as localizadas nas províncias de Jiangsu e Zejiang. Além disso, a indústria solar conta com investidores de Hong Kong, Taiwan e de bancos ocidentais.

Zhao explica que a maioria das empresas chinesas usa a tecnologia de silício cristalino na fabricação, material com uma boa eficiência de conversão energética, mas que o interesse pelo silício amorfo cresce no mundo. “Bilhões de dólares estão sendo investidos hoje em filmes finos de silício amorfo, mas ainda não há prova de durabilidade”, afirma Zhao.

O próximo passo para o país será criar um mercado doméstico que, na opinião de Zhao, será uma evolução natural.
(Envolverde/CarbonoBrasil)

Os desafios tecnológicos do petróleo e do gás

quinta-feira, 28 de agosto de 2008.

Principal evento de petróleo e gás da América Latina, a Rio Oil & Gas Expo and Conference é realizada a cada dois anos. E atrai ao Rio de Janeiro os mais importantes profissionais e executivos da indústria, em busca de oportunidades de conhecimento das novas tecnologias e práticas de gestão do setor. A Silcon Ambiental será um dos expositores, no Pavilhão 3, estande número 15, onde exibirá suas tecnologias de tratamento e destinação final de resíduos.

A exposição é realizada desde sua primeira edição, em 1982, no Estado do Rio de Janeiro, que ficou conhecido como a “capital nacional do petróleo”, por concentrar 80% do óleo e a metade do gás produzido no País. A mostra ocorre entre os dias 15 e 18 de setembro e terá representantes de 19 países em 11 pavilhões espalhados pelos 35 mil metros quadrados do Centro de Convenções do Riocentro.

A feira Rio Oil & Gas é uma importante vitrine para as empresas nacionais e estrangeiras apresentarem seus produtos e serviços. Já a conferência dá a oportunidade de discussão dos principais temas relativos às inovações tecnológicas do setor energético. Na edição deste ano, a Rio Oil & Gas Expo and Conference terá como lema os desafios tecnológicos do petróleo e do gás no século XXI.

Os números da edição anterior mostram como a Rio Oil & Gas pode ser uma excelente oportunidade de negócios. Em 2006, a feira reuniu 800 expositores de 26 países, o congresso apresentou 540 trabalhos técnicos e, ao todo, o Riocentro recebeu 32.400 visitantes. A expectativa de público para esta edição é receber 35 mil pessoas em quatro dias de evento.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente no site do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustível (IBP), pelo endereço www.ibp.org.br

Pesquisadores avaliam impacto das mudanças climáticas na produção de energias renováveis

quarta-feira, 06 de agosto de 2008.

Pesquisadores de várias instituições brasileiras estão reunidos nesta segunda-feira (4), para discutir e avaliar os resultados obtidos com o projeto “Mudanças Climáticas e Energias Renováveis”. Participam da iniciativa - financiada pela Petrobras, através da Rede Temática de Mudanças Climáticas - pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária (Embrapa), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável e a Universidade de Salvador. A reunião acontece no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro (RJ).

O projeto visa a produzir uma análise, em alta resolução espacial, do impacto projetado pelas mudanças climáticas no potencial de diversas fontes de biomassa para fins energéticos e da energia eólica no território nacional. Esta análise poderá subsidiar políticas energéticas de médio e longo prazo para o País.

Nos últimos anos, desenvolveu-se no Brasil a capacidade de gerar cenários de mudanças climáticas sobre a América do Sul em alta resolução espacial. Neste estudo, as projeções regionalizadas para a América do Sul - geradas pelo Inpe, com modelos climáticos regionais - serão utilizadas para dois cenários de emissão de gases de efeito estufa do IPCC: cenários A2, de maior emissão, e B2, de menor emissão, para o Século XXI.

No campo da bionergia e biocombustível, o estudo avalia a resposta a cenários climáticos atuais e futuros para oito culturas agrícolas, com alto potencial para a produção de bioenergia e bicombustíveis e consideradas representativas para o País: algodão, cana-de-açúcar, girassol, soja, mamona, dendê, amendoim e canola.

A metodologia utilizada neste estudo considera os mesmos parâmetros do zoneamento agrícola em 2007 e simula como as culturas irão responder às mudanças climáticas projetadas para o Brasil, de forma a avaliar como as áreas e os municípios serão afetados pelos efeitos térmicos e hídricos.

No caso da cana-de-açúcar, a base para a avaliação dos impactos será o zoneamento estabelecido pelo Ministério da Agricultura, que leva em consideração não somente os parâmetros climáticos, mas também os de solos, relevo, destinação de áreas agrícolas para produção de alimentos versus bionergia, áreas de preservação permanente e áreas de alta biodiversidade nos diversos biomas brasileiros. Espera-se que o aumento da temperatura promova um crescimento da evapotranspiração e, conseqüentemente, um aumento na deficiência hídrica, na ausência de aumentos significativos da precipitação pluviométrica, com reflexo direto no risco climático para a agricultura. Por outro lado, com o aumento das temperaturas, ocorrerá uma redução no risco de geadas no sul, sudeste e sudoeste do País, acarretando um efeito benéfico às áreas atualmente restritas ao cultivo de plantas tropicais.

A dinâmica climática deverá causar uma migração das culturas adaptadas ao clima tropical para as áreas mais ao sul do País ou para zonas de altitudes maiores, para compensar a diferença climática. Ao mesmo tempo, haverá uma diminuição nas áreas de cultivo de plantas de clima temperado do País. Resultados preliminares indicam que um aumento da temperatura próximo a 3°C causará um possível deslocamento da cana-de-açúcar para áreas de latitudes mais altas.

No que concerne à energia eólica, em mais de 71.000 km2 do território nacional, as velocidades de vento são superiores a 7 m/s à altura de 50 m acima da superfície - altura típica para os aerogeradores - tornando o Brasil um dos países com o maior potencial de geração de energia eólica do mundo. Entretanto, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global podem modificar as circulações atmosféricas próximas à superfície e afetar o potencial eólico. Cenários de mudanças dos ventos para o final do século, em alta resolução espacial para os cenários A2 e B2 do IPCC e modelagem matemática em alta resolução, permitirão estimar como o potencial eólico será alterado, e há indicações preliminares de que pode haver diminuição deste potencial.

(Envolverde/Ministério da Ciência e Tecnologia)

Energia dos ventos

segunda-feira, 05 de maio de 2008.

Energia dos ventosO Núcleo de Energias Renováveis da Escola Politécnica (POLI) da USP, desenvolve tecnologia, inteiramente nacional, para rotor aerodinâmico usado em turbinas eólicas, que produzem energia elétrica a partir dos ventos. O rotor será instalado em uma turbina de 10 Kw, destinada a aplicações de pequeno porte, na área rural e em locais de difícil acesso pelas redes de distribuição de energia.

O rotor é formado por um conjunto de pás e um eixo, que é acoplado a um gerador elétrico e colocado no alto de uma torre. Quando as pás se movimentam, a energia cinética do vento é transformada em energia mecânica. O gerador ligado ao eixo converte a energia mecânica em energia elétrica.

Segundo Elaine Fadigas coordenadora do projeto, na fase inicial do projeto foi feito o modelamento matemático do rotor, sistemas de segurança e mecanismo de controle. A próxima etapa será a construção de um protótipo que deverá estar concluído e testado ater o final do ano. O desenvolvimento do rotor inclui um sistema de controle automatizado. No geral turbinas de até 50 Kw de potência não possuem controles. Depois do ensaio será colocado numa turbina para ser avaliado em condições reais, em campo aberto. e o rotor em planejamento será utilizado em turbinas de 10 Kw

O projeto do rotor aerodinâmico foi financiado pela FINEP, e faz parte do programa de incentivo à nacionalização de equipamentos na área de energia renováveis. “É um trabalho em parceria entre universidades e empresas para desenvolver produtos nacionais.” (Envolverde)

(Agência Envolverde)

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=46396

Captura de carbono pode tornar carros livres de emissões

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008.

Captura de carbono pode tornar carros livres de emissõesPesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia desenvolveram uma estratégia para capturar, estocar e eventualmente reciclar o carbono proveniente de veículos, evitando que ele alcance a atmosfera. Os especialistas têm como meta um carro com zero de emissões e um sistema de transporte completamente livre de combustíveis fósseis.As tecnologias para capturar as emissões de dióxido de carbono (CO2) de grandes fontes, como usinas de energia, têm ganhado enorme atenção - mas cerca de dois terços das emissões globais de carbono são geradas por poluentes muito menores, como automóveis, veículos de transportes e aplicações industriais distribuídas para a geração de energia (geradores de energia à diesel, por exemplo).

O objetivo dos pesquisadores da Geórgia Tech é criar um sistema de transporte sustentável, que utiliza um combustível líquido e aprisiona as emissões de carbono no veículo para posterior processamento em uma estação de combustível. O carbono voltaria então para uma usina de processamento, onde poderia ser transformado em combustível líquido. Atualmente os pesquisadores estão desenvolvendo um equipamento para o processamento do combustível, separando o carbono para estocar no veículo em forma de líquido.

A estratégia do grupo a curto prazo envolve a captura das emissões de carbono de veículos convencionais (fósseis) com um processador que deve separar o hidrogênio do carbono no combustível. O hidrogênio é então utilizado para energizar o veículo, enquanto o carbono é estocado no veículo de forma líquida até ser depositado na estação de combustível. A partir de então, o líquido é transportado para um local centralizado para ser seqüestrado permanentemente, como formações geológicas, sob o oceano ou na forma de carbonato sólido.

A logo prazo, o CO2 será reciclado, formando um ciclo fechado, envolvendo a síntese de combustíveis líquidos de alta energia e densidade, condizente com o setor de transportes.

Os pesquisadores se basearam em um veículo movido a hidrogênio para o seu plano de captura do carbono, pois o hidrogênio puro não produz emissões de carbono quando é utilizado como combustível para veículos. O processador de combustível produz hidrogênio a bordo do veículo a partir do combustível hidrocarbonado sem a introdução de ar no processo, resultando em um produto enriquecido em carbono que pode ser capturado com mínimas perdas energéticas. Os sistemas tradicionais de combustão, incluindo veículos a gasolina, têm um processo de combustão que combina combustível e ar, deixando o CO2 altamente diluído e dificultando a sua captura.

A Geórgia Tech já criou um processador de combustível, chamado de reator CO2/H2 Active Membrane Piston (CHAMP), capaz de produzir hidrogênio eficientemente e separar e liquefazer o CO2 de um combustível hidrocarbonado ou sintético utilizado por um motor de combustão interna ou uma célula combustível.

Atualmente o grupo desenvolveu um sistema para a produção de hidrogênio e captura das emissões de carbono, o maior desafio restante será desenvolver um método para produzir um combustível líquido sintético a partir do CO2 e água utilizando fontes renováveis de energia.

A pesquisa foi publicado na revista ‘Energy Conversion and Management’ e financiada pela NASA, pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e pelo Programa da Geórgia Tech chamado ‘Creating Energy Options’.
* Texto adaptado de materiais fornecidos pelo Georgia Institute of Technology. Traduzido por Fernanda B. Muller, com informações de ScienceDaily.

(Envolverde/Carbono Brasil)

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=43375