Artigos da categoria ‘e-Lixo’

Mutirão do Lixo Eletrônico será dia 30 de Outubro

quinta-feira, 23 de outubro de 2008.

O que você fez com aquela bateria recarregável ou o celular quebrado que não funciona mais ? Se você jogou no lixo comum, saiba que isso pode causar a contaminação de rios e reservatórios do solo, além de trazer danos à nossa saúde.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente divulgou o projeto “Mutirão do Lixo Eletrônico” que abordará no dia 30 de outubro o destino correto desse lixo eletrônico. As prefeituras municipais vão receber urnas para a coleta do e-lixo e empresas de diversos segmentos também vão atuar como parceiras no Mutirão. As pessoas poderão trocar este lixo por mini-coletores.

O Mutirão não poderia vir em hora melhor, pois o Brasil superou a marca de 120 milhões de celulares e já existem mais de 30 milhões de computadores , além disso, a venda de eletrônicos vem aumentando a cada dia por equipamentos melhores.

As substâncias contidas nos equipamentos podem ser reutilizadas, como por exemplo, um quilo de celular pode-se reaproveitar de 100 a 150 miligramas (mg) de ouro, 400 a 600 mg de prata, 20 a 30 mg de paládio, 100 a 130 gramas (g) de cobre e 200g de plástico.

Para obter mais informações sobre o Mutirão, assim como detalhes sobre o e-lixo, vá até o site da campanha: http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico

Por: Wilton Paulo para o Meio Bit

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TI verde em debate

quarta-feira, 13 de agosto de 2008.

Soluções que minimizem o consumo de energia e recursos naturais.A preocupação com o meio ambiente chegou ao mundo da informática. Uma tendência mundial é a TI Verde, que busca soluções que minimizem o consumo de energia e recursos naturais. A prática é considerada pelas grandes corporações uma revolução maior que a da Internet, seja no âmbito das oportunidades em negócios ou dos impactos positivos no meio ambiente. Pesquisa realizada recentemente pelo Gartner Group mostrou que para 80% dos executivos o assunto está crescendo em importância nas organizações, e outros 43% consideram empresas que se preocupem com o meio ambiente na seleção de fornecedores.

No mundo, cerca de 500 milhões de computadores tornaram-se obsoletos até o final de 2007, e apenas 10% deste montante foi reciclado. No Brasil, no ano passado, foram vendidos cerca de 6 milhões de desktops, segundo a Internacional Data Corporation (IDC). O país ocupa hoje a terceira posição no mundo em unidades vendidas. Qual será o custo desta corrida à tecnologia para o meio ambiente daqui a 10 anos?

O consumo de energia é outra preocupação. Segundo dados da revista A Era Conectada (2008), a energia elétrica utilizada para alimentar e resfriar os Datacenters duplicou entre 2000 e 2005 no mundo, registrando um consumo total de 123 milhões de kWh. Só nos EUA foram consumidos 40% deste total. Estima-se que esse consumo dobrará até 2010.

Em breve, os consumidores e empresas passarão a exigir que seus fornecedores se responsabilizem pelo destino final dos equipamentos; que estes não utilizem metais pesados no seu processo fabril; que apresentem a máxima eficiência energética e possuam certificados de ambientalmente corretos. Eis uma grande oportunidade para os fabricantes.

Por Zilmino Tartari diretor-técnico da Procempa

(Envolverde/Pauta Social)

Concluída última etapa que modifica normas de produção e descarte de pilhas

quarta-feira, 13 de agosto de 2008.

A Câmara Técnica de Saúde, Saneamento Ambiental e Resíduos Sólidos do Conama aprovou, nesta segunda-feira (11), o relatório final modificando a resolução Conama 257/99 que trata dos indicadores para produção de pilhas e do gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas usadas.

Essa foi a última etapa de tramitação. O relatório será levado para apreciação do plenário do Conama nos dias 10 e 11 de setembro. Uma das principais alterações propostas é o prazo de até julho de 2009 para que o setor produtivo se adeque aos padrões que limitam o uso de metais pesados e ampliam o número de pilhas a serem coletados pelos fabricantes.

A Câmara Técnica também aprovou duas recomendações para a Receita Federal. Se aprovadas no plenário, o Conama solicitará ao setor aduaneiro da Receita Federal mais atenção com as pilhas piratas, que entram no País contrabandeadas. Segundo técnicos do Conama, essas pilhas podem carregar até dez vezes mais cádmio e mercúrio do que as produzidas de acordo com as normas do Conama.

A segunda recomendação diz respeito à redução de impostos para pilhas recarregáveis. O intuito é aumentar o uso dessas pilhas que, por terem uma vida útil mais longa, chegam a substituir até 1000 pilhas convencionais.

A reunião também determinou um calendário para os próximos encontros. A discussão sobre a coleta e destinação de pneus ficou para 28 e 29 de agosto, na sede da Fiesp, em São Paulo. Segundo estudo apresentado na Câmara Técnica, 50% da produção de pneus, o que equivale a 100 milhões de unidades por ano, não têm destinação adequada.

Nos dias 9 e 10 de outubro a Câmara Técnica debate o transporte de resíduos e nos dias 13 e 14 de novembro os técnicos estudam uma proposta de resolução para a gestão dos resíduos sólidos.
(Envolverde/MMA)

Impressão sustentável

sexta-feira, 08 de agosto de 2008.

De acordo com a Universidade das Nações Unidas, o descarte de equipamentos eletrônicos já superou a marca das 40 milhões de toneladas de lixo. No mercado de tecnologia, existem muitas opções para quem quer comprar novos equipamentos, mas há poucas soluções para reduzir ou eliminar o lixo eletrônico.

Originada da IBM em 1991, a fabricante americana de impressoras Lexmark resolveu se dedicar ao tema da sustentabilidade. No Brasil, fez uma parceria com uma empresa especializada em manufatura reversa. E com isso, passou a recolher equipamentos e suprimentos usados para reaproveitá-los como peça para reciclagem.

Para medir seu impacto na atmosfera, a empresa resolveu calcular sua pegada ecológica. Em suas pesquisas ao redor do mundo, descobriu que suas impressoras e multifuncionais são mal utilizadas. De forma geral, as empresas têm mais equipamentos do que precisam e desperdiçam papel aos montes. Foi então que o presidente da companhia americana, o engenheiro Paul J. Curlander, resolveu adotar o caminho da sustentabilidade. Em sua visita a São Paulo, ele concedeu a seguinte entrevista:

O que é sustentabilidade para uma fabricante de impressoras?
Paul J. Curlander – Em geral, quando se fala em sustentabilidade, a maioria das empresas pensa em eficiência energética. Fizemos uma grande pesquisa para avaliar o uso dos nossos equipamentos no dia-a-dia de 3000 companhias. Descobrimos que havia máquinas demais, nos lugares errados. E que ali havia grande oportunidade de reduzir o número de equipamentos e melhorar a produtividade. Era muito comum encontrar toner de impressora que já saiu de linha junto de toner atual. Vimos que havia uma grande oportunidade para reciclar esses produtos e suprimentos.
Num outro estudo que fizemos na Europa, no ano passado, descobrimos que no Reino Unido, metade de tudo o que é impresso é descartado logo em seguida. Um trabalhador de escritório comum imprime pouco mais de mil páginas por mês, em média. Vamos imaginar uma empresa com 2 mil funcionários, cada um imprimindo 13 mil páginas por ano. O resultado são 26 milhões de páginas impressas todos os anos, em apenas uma empresa. São 6,5 hectares de árvores por ano só para suprir de papel uma companhia de 2 mil funcionários. É insustentável.

Qual o tamanho da pegada ecológica de sua empresa?
Paul J. Curlander –Fizemos uma análise do ciclo de vida dos nossos produtos e também um levantamento das nossas emissões de carbono. O processo de manufatura representa 9% das emissões. O de transporte e distribuição, só 0,3%, o consumo de energia, 5%, o toner responde por 8%. A maior fatia, de quase 80%, ficou com o papel. Chegamos à conclusão de que precisávamos urgentemente reduzir papéis para ser sustentáveis. A mensagem central é que precisamos imprimir menos. Para isso, criamos algumas iniciativas como incluir certas funcionalidades nos equipamentos para controlar a impressão. Também criamos soluções para facilitar o envio de documentos digitalizados por e-mail.

Quais os resultados concretos?
Paul J. Curlander – Implantamos essas soluções em nossa sede em Suresnes, na França. O resultado foi uma redução pela metade no consumo de energia e no número de impressões, que caiu mais de 40%. Depois repetimos a experiência em nosso escritório próximo de Frankfurt, na Alemanha. E o impacto foi ainda maior. Houve uma redução de 67% no número de impressões com medidas simples, como a autorização da impressão apenas com a passagem do crachá do funcionário na impressora.

O que significa uma fabricante de impressoras sugerir que se imprima menos?
Paul J. Curlander – Imprimir menos significa ter menos equipamentos, menos páginas impressas e menor consumo de energia, é um conjunto de ações em benefício da sustentabilidade. Só no ano passado, reciclamos e reutilizamos 7600 toneladas métricas de cartuchos usados.
Não vamos deixar de fabricar impressoras e multifuncionais para entrar no ramo de software, mas oferecemos algumas soluções para gerenciar a impressão. Uma das funcionalidades dos produtos é a impressão dos dois lados do papel, a utilização adequada do toner. Fundamentalmente, nós temos que mudar nosso comportamento.
Nosso objetivo é reduzir o desperdício. Recolhemos os equipamentos de nossos clientes tanto na Europa quanto nos Estados Unidos e no Brasil. O mesmo vale para os cartuchos usados das impressoras. Basta ter mais de três e solicitar o recolhimento por telefone ou pelo site e nós vamos buscar.

Feira de tecnologia planta árvores para equilibrar emissão de gases

quinta-feira, 26 de junho de 2008.

Feira de tecnologia planta árvores para equilibrar emissão de gasesO setor de tecnologia é responsável por cerca de 2% das emissões mundiais de CO2 (dióxido de carbono)*. Mas como as empresas de tecnologia podem reduzir a emissão do gás na atmosfera?

Plantar um número de árvores equivalente a quantidade de gás expelido é a proposta do Projeto Carbono Free, desenvolvido por técnicos especializados em medidas e projeção de gás carbônico do InovaCOMM Latin America, o maior evento de tecnologia da comunicação, que acontece em julho em SP.

Os profissionais irão medir a quantidade de gás expelido durante o evento e calcular a quantidade de árvores a serem plantadas. “A idéia é que várias empresas de tecnologia tomem a mesma iniciativa, e, quem sabe assim, os efeitos negativos ao meio ambiente sejam minimizados”, acredita Marcya Machado, presidente do InovaCOMM.

Outra medida dentro do conceito do Green IT, a chamada tecnologia verde, é a coleta de Lixo Eletrônico no evento. Computadores inutilizados, celulares descartados, pilhas e todo o tipo de material eletrônico que já não está mais em uso para envio à reciclagem serão coletados. A expectativa é de arrecadar cerca de 3 toneladas!

*estimativas da Cisco Systems

Serviço:

Evento: InovaCOMM Latin America
Data: 21 a 23 de julho de 2008
Local: Expo Center Norte (Pavilhão Amarelo)
Endereço: Avenida Otto Baumgart, 1000, Vila Guilherme - São Paulo, SP.
Home Page: http://www.inovacomm.com.br

(Envolverde/Assessoria)