Artigos da categoria ‘Crédito de Carbono’

Na direção contrária de Kyoto

quarta-feira, 19 de novembro de 2008.

Num momento em que os vários líderes mundiais se reúnem para discutir as responsabilidades e os efeitos das mudanças climáticas, além da crise financeira global, um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta um quadro nada animador. Ao contrário do que revelam os países mais desenvolvidos, a crescente queimada das florestas tropicais nas nações em desenvolvimento não é o único agravante do aquecimento global.

De acordo com o levantamento, as emissões de gases de efeito estufa dos países mais industrializados cresceram 2,3% entre 2000 e 2006, em plena vigência do Protocolo de Kyoto, que estabelece que os países cortem em média 5,2% suas emissões em relação aos índices registrados em 1990.

A maior fatia de crescimento veio do antigo bloco soviético e do Canadá. O estudo das Nações Unidas mostra que particularmente no ano de 2006 houve uma redução de 0,1%, mas o próprio secretário-geral da ONU informa que essa queda é estatisticamente insignificante.

O mais grave nesse índice diz respeito às intenções. Apesar de o ano de 2000 ter sido um marco para a consciência mundial em torno do assunto das mudanças climáticas, na prática, os países não tomaram atitudes concretas para cortar suas emissões, conforme prometeram.

Maior vilão do estudo da ONU, o Canadá deveria ter reduzido suas emissões em 6% em relação ao índice de 1990, mas na prática, suas emissões subiram 21,3%. Já nos países da Europa Oriental tiveram uma alta de 7,4% na virada do século.

Entre as nações desenvolvidas que firmaram o Protocolo de Kyoto se comprometendo a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, o Reino Unido foi um dos poucos países a cumprir sua promessa de corte. Porém um relatório recente do governo britânico sugere nem isso seja verdade. E que se fossem contabilizados os efeitos da poluição vinda das embarcações e dos aviões e o carbono embutido nos bens importados para o país, até mesmo as emissões britânicas estariam indo na direção contrária de Kyoto.

No próximo mês, representantes de várias nações do mundo devem se reunir na Polônia para as negociações anuais para enfrentar os dilemas das mudanças climáticas. A expectativa é grande, mas a realidade pinta um quadro pouco otimista.

As organizações e a mudança climática

sexta-feira, 07 de novembro de 2008.

As empresas brasileiras só perdem para as organizações britânicas quando o assunto é a mobilização contra os efeitos da mudança climática. O número de companhias nacionais de capital aberto que preencheram o questionário do Carbon Disclosure Project (CDP) divulgando sua estratégia e gestão de emissões de gases de efeito estufa aumentou de 47 em 2007 para sessenta neste ano. Um nível de adesão de 83%, abaixo apenas do Reino Unido, onde 90% das grandes empresas de capital aberto convidadas a participar do levantamento aceitaram revelar seus planos de combate ao aquecimento global.

O CDP é a maior coalizão de investidores do mundo e representa um terço do dinheiro em circulação no planeta. São mais de 385 investidores signatários, com uma base combinada de ativos de US$ 57 trilhões. O questionário, em sua sexta edição no mundo – e terceira no Brasil –, foi enviado a 3.000 empresas ao redor do mundo. Ao todo, 1.550 organizações responderam às perguntas que tratam de quatro temas centrais: a visão sobre os riscos e oportunidades que a mudança climática representa para os negócios; a contabilidade das emissões de gases de efeito estufa; a estratégia gerencial de redução das emissões e a capitalização de oportunidades e, por fim, a governança corporativa relacionada às mudanças climáticas.

As respostas das empresas estão disponíveis no endereço www.cdproject.net. E a partir delas, os investidores passam a ter informação vital relacionada ao impacto atual e futuro da mudança climática em suas estratégias de negócio. Por isso, representam um importante recurso para a tomada de decisões de investimento. “A forma como as empresas estão gerindo suas emissões e se preparando para a mudança climática é mais um item que os investidores podem levar em conta para facilitar sua tomada de decisão, mas não é o único”, explicou Giovanni Barontini, um dos responsáveis pela versão brasileira do projeto.

Isso demonstra como os países e as empresas estão cada vez mais empenhados na busca de soluções tanto para a mitigação quanto para a adaptação às mudanças climáticas, e também à oportunidade de realização de novos negócios. A título de comparação, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que define a comercialização mundial de créditos de carbono, movimentou aproximadamente US$ 12,8 bilhões. E a China continua mantendo a liderança, com uma participação de 73% do volume negociado, enquanto o Brasil participou com somente 6%.

O fato de as solicitações de informação para as empresas serem feitas em nome dos investidores, segundo os organizadores do projeto CDP, serve para aumentar a conscientização da alta administração das empresas para que a mudança climática seja vista como assunto chave de negócios, o que requer um sério foco estratégico sobre essa temática.

Com oito anos de história, o Carbon Disclosure Project atualmente está presente em mais de vinte países, com novos projetos lançados na China, Coréia, América Latina, Holanda e Espanha em 2008. Ao longo deste ano, mais de 2.000 empresas foram incluídas no universo de pesquisa do CDP através de um novo projeto que avalia a emissão de gases de efeito estufa ao longo da cadeia de suprimentos. Três empresas brasileiras destacaram-se nesse grupo por serem as primeiras companhias fora do eixo Europa-Estados Unidos a aderir ao projeto. São elas a Centrais Elétricas de Santa Catarina, Vale e Banco Bradesco.

A Vale é a única empresa brasileira a fazer parte dos dois universos de pesquisa. E foi a primeira a disponibilizar seus dados estratégicos publicamente, de forma a que qualquer cidadão possa conferir no site do CDP. Já a Petrobras, segundo Barontini, também apresentou seus dados em 2007, porém numa modalidade restrita a visitações externas.

Uma das conclusões da atual edição do projeto CDP é que 55% das empresas que responderam ao questionário já estabeleceram metas de redução de gases de efeito estufa – pelo menos para seus acionistas. Alguns casos se tornaram modelo de boas práticas em mudanças climáticas, segundo Paul Simpson, chefe de operações do CDP em Londres.

Simpson relaciona as empresas com práticas exemplares: Basf, Iberdrola, Exelon, Nissan Motors e Scottish & Southern (cuja meta é reduzir pela metade até 2020 suas emissões de gases de efeito estufa), que fazem parte de indústrias altamente intensivas na geração de carbono, e Barclays, Merril Lynch, Munich RE, National Australia e EMC, que não são de mercados fortes emissores. No grupo de 60 melhores respostas ao CDP, mais uma vez desponta a Vale, como representante brasileira.

A regulamentação para as empresas se adaptarem às mudanças é inevitável, dizem os especialistas. “Estamos trabalhando em várias propostas de marco legal e de políticas públicas para que a iniciativa privada possa trabalhar de forma segura”, explica Rachel Biderman, do Centro de Estudos de Sustentabilidade (CES) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “O que as empresas estão fazendo ao se declarar ao Carbon Disclosure Project é se adiantar no tempo e se preparar para essa mudança inexorável”, conclui Rachel.

Minc destaca compromisso de países com o Fundo Amazônia

segunda-feira, 27 de outubro de 2008.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse, nesta sexta-feira (24), que apesar da crise na economia mundial, continua o interesse de países e empresas privadas em fazer doação ao Fundo Amazônia. “As empresas interessadas em fazer doação para o Fundo têm um compromisso com a sustentabilidade que vai além da crise”, ressaltou o ministro, na primeira reunião do Fundo Amazônia, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, que instalou o Comitê Orientador do Fundo Amazônia.

A expectativa é que até 2021 o Brasil consiga captar cerca de US$ 21 bilhões de recursos, nacionais e estrangeiros, para projetos que visem acabar com o desmatamento na Amazônia.

Minc falou sobre a possibilidade de anúncio de dois ou três doadores privados durante a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em dezembro, na Polônia. E acrescentou ser muito bom para o Brasil captar recurso para o Fundo neste período pós-Protocolo de Kyoto. “O Fundo Amazônia é a melhor alternativa para os países que não atingiram as metas do Protocolo”, disse.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, destacou que o banco criou uma nova área voltada ao meio ambiente, o que mostra a importância que o banco tem dado à sustentabilidade ambiental. Segundo Coutinho, hoje o BNDES está direcionado à questão de sustentabilidade ambiental. “A questão da sustentabilidade ganhou muita força no Banco, que se coloca a serviço das políticas de governo, sempre aberto ao diálogo com a sociedade em geral. Este é o espírito do banco com relação ao meio ambiente e a este comitê”.

Na reunião, foram apresentadas as diretrizes e prioridades do fundo, com as recomendações sobre a aplicação do dinheiro. Os projetos que atenderem a mais de um dos objetivos terão prioridade. O comitê é composto por nove representantes do governo federal, dos governos dos estados da Amazônia Legal que possuam Planos Estaduais de Prevenção e Combate ao Desmatamento e seis membros da sociedade civil, a serem nomeados pelo BNDES. Os doadores do Fundo Amazônia não têm direito a assento no comitê, a fim de garantir a soberania do Brasil sobre a Amazônia.

Os projetos a serem apoiados com o recurso do Fundo Amazônia precisam contemplar os temas: Gestão de florestas públicas e áreas protegidas; controle, monitoramento e fiscalização ambiental; manejo florestal sustentável; atividades econômicas desenvolvidas a partir do uso sustentável da floresta; zoneamento ecológico-econômico, ordenamento territorial e regularização fundiária; conservação e uso sustentável da biodiversidade; recuperação de áreas desmatadas; e pagamentos por serviços ambientais. Esses projetos precisam se articular com as estratégias do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal e com os objetivos do Plano Amazônia Sustentável.

O ministro vê com bons olhos o pagamento por serviços ambientais como alternativa de desenvolvimento sustentável. “Tem coisa que não se resolve com a polícia ou com o Ibama, por isso é preciso ter alternativas de desenvolvimento sustentável. O Fundo Amazônia permite financiar atividades sustentáveis, que permitem coibir o ilegal e ter uma alternativa legal de sobrevivência”, enfatizou o ministro.

Crédito da imagem:Zig Koch

(Envolverde/MMA)

Itália pressiona UE para reduzir metas climáticas

quinta-feira, 23 de outubro de 2008.

Por Paula Scheidt, do CarbonoBrasil

Em meio à crise financeira, o motivo de discórdia entre os 27 membros da União Européia (UE) nesta semana não é econômico, mas ambiental. A Itália e a Alemanha lideram o grupo de países que alertam para os custos da redução em 20% das emissões de gases do efeito estufa até 2020, com base no ano de 1990, proposta para ser adotada em dezembro.

“Os custos do plano climático da UE são irracionais”, disse o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, ontem durante a Assembléia da União Industrial de Nápoles, na Itália. O premier propôs uma adoção gradual do pacote climático, lembrando que dez países estão a favor da Itália.

“Se a Europa e os cidadãos europeus querem dar o exemplo para todo o mundo, precisam fazer com que o preço seja pago por todos e de modo igualitário, porque não pode recair sobre a Itália 18% dos custos”, afirmou.

Segundo Berlusconi, dez países o apóiam na ameaça de vetar a proposta do plano climático da UE caso não sejam adotadas medidas para proteger a indústria italiana.

O posicionamento da Itália deu peso para o movimento de um grupo de países ex-comunistas do leste europeu, que acreditam que os cortes acabariam com a competitividade das suas indústrias movidas a carvão, ainda mais com as indicações de uma desaceleração econômica mundial para o próximo ano.

“Não podemos ser nós, que possuímos a maior economia manufatureira da Europa junto com a Alemanha, os responsáveis por assumir os custos que irão depreciar nossa economia, nosso setor automobilístico, comparado com outras economias, em um momento de crise”, disse Berlusconi.

A porta-voz da UE para assuntos de meio ambiente, Barbara Helfferich, entende que os números apresentados pela Itália para pôr em dúvida a viabilidade econômica das medidas são “exagerados”.

Por essa razão, uma série de reuniões técnicas bilaterais serão realizadas na próxima semana para esclarecer os custos.

Postura inesperada

Analistas e ambientalistas dizem que a mudança inesperada da Itália pegou a UE de surpresa e coloca em risco a possibilidade do bloco alcançar as metas climáticas. “Ninguém esperava ter um jogo duro com um estado europeu ocidental”, disse à Reuters o analista Simon Tilford do Centro para a Reforma Européia, de Londres.

De acordo com Tilford, isto não irá diluir a meta, mas tornará mais difícil alcançá-la. “E isto acontece mesmo antes da crise econômica ser realmente sentida”, comentou.

A ministra de Meio Ambiente italiana, Stefania Prestigiacomo, disse que pressionaria a UE para revisar a meta, mas outros ministros presentes no encontro de Bruxelas nesta semana afirmaram que ela não levantou o assunto durante as reuniões.  Segundo a Reuters, isto poderia ser um sinal de que os líderes da Itália e da Europa Oriental estariam jogando com os eleitores e empresários de seus países.

Stefania, porém, argumentou que o presidente francês Nicholas Sarkosy havia assumido um “compromisso político” de que as novas medidas da UE seriam decididas por unanimidade e não por meio de votações por maioria, que normalmente são usadas – o que daria o poder de veto à Itália.

O porta-voz do Greenpeace, Mark Breddy, criticou a Itália, dizendo que Berlusconi estaria ignorando os interesses do povo para ser o centro das atenções políticas na Europa por duas semanas. “Mas a UE não é o Império Romano e ele não é o imperador”, enfatizou.

Durante a reunião ministerial em Bruxelas, a ministra espanhola, Elena Espinosa, afirmou que a crise econômica não pode ser usada como pretexto para o cumprimento dos planos de reduções de emissões.

Metas de Quioto

O relatório de emissões anuais progressivas da Comissão Européia, divulgado na última semana, indica que os 15 países da UE com metas pelo Protocolo de Quioto irão alcançar a redução de 8% nas emissões de gases do efeito estufa até 2012.

“As últimas projeções trazem boas notícias. Elas mostram que as ações coordenadas na Europa para alcançar as metas de Quioto estão funcionando”, disse o comissário de Meio Ambiente da UE, Stravos Dimas.

Apesar das comemorações, Dimas afirmou que este é apenas o primeiro passo e que agora o mundo precisa de um novo acordo climático internacional que incorpore os cortes ambiciosos propostos pela Europa. “Por esta razão, as medidas adicionais que os membros da UE planejam precisam ser colocadas em prática, e os pacotes de mudanças climáticas e energia da Comissão precisam ser aprovados pelo Parlamento Europeu, sem atrasos”, comentou na última quinta-feira.

* Com informações de agências internacionais.
(Envolverde/CarbonoBrasil)

A eleição americana e o futuro do planeta

quinta-feira, 25 de setembro de 2008.

Qualquer que seja o vencedor da próxima eleição presidencial dos Estados Unidos, quem assumir no dia 20 de janeiro de 2009 vai herdar uma lista de desafios consideráveis. E terá um papel vital na forma de os americanos e o mundo lidarem com as mudanças climáticas.
Para marcar as diferenças entre os dois candidatos à presidência americana – Barack Obama e John McCain – a revista científica britânica Nature divulgou esta semana um detalhado relatório para revelar o que Democratas e Republicanos pensam sobre o aquecimento global e o futuro da energia.
Os Estados Unidos buscam recuperar seu papel de negociador relevante nas conferências internacionais sobre o clima. O tempo é crucial para isso, já que o próximo encontro mundial, marcado para dezembro de 2009, em Copenhagen, na Dinamarca, é o prazo final para a negociação do sucessor do Protocolo de Kyoto – que toma como parâmetro as emissões de gases de efeito estufa de 1990 e propõe uma redução média de 5,2% até o ano de 2012.

Ao assumir a Presidência dos Estados Unidos, além das questões nacionais, Obama ou McCain também enfrentará um dilema interno na questão do clima. Terá de colocar em prática a legislação climática e tornar uma prioridade a redução americana de gases que agravam o efeito estufa.

Alguns especialistas consultados pela publicação científica britânica apostam que o mais provável é que o sistema americano siga o modelo de reduzir as emissões por intermédio de incentivo econômico para quem limitar suas emissões, de forma a poder negociar os créditos restantes.

A seguir, um retrato dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos.

Republicanos

O senador John McCain está liderando a causa das mudanças climáticas antes mesmo de ela se tornar um assunto central no Partido Republicano. Ele promoveu a primeira emenda no Senado defendendo uma redução compulsória das emissões de gases de efeito estufa.

Antes contrário à exploração petrolífera em águas profundas, o senador que fez das mudanças climáticas uma de suas bandeiras mudou de idéia, sob pressão do aumento recorde dos preços do barril de petróleo. Agora McCain defende agressivamente a expansão e a produção doméstica de petróleo e gás.

A indicação da governadora do Alasca, Sarah Palin, como vice-presidente traz uma mensagem ambígua quando se trata de clima e energia. Em entrevistas recentes, Palin questionou publicamente se o aquecimento global era mesmo resultado da influência das ações humanas e transformou a exploração petrolífera em áreas intocadas do Alasca em uma de suas plataformas políticas.

Democratas

O senador Barack Obama assume uma postura rígida quando se trata das políticas de clima e energia. Ele defende a proposta de, até 2050, reduzir em 80% as emissões de gases de efeito estufa em relação aos índices de 1990.

Inicialmente favorável à moratória federal contra a exploração de petróleo em águas profundas, Obama recentemente mudou de opinião, concordando com um pacote que permite perfuração limitada em alto-mar.

Em janeiro, Obama foi duramente criticado pelos ambientalistas por defender a produção de carvão. Seu vice-presidente, Joe Biden, é um advogado com grande influência na área de mudanças climáticas. Ele foi o único senador a votar contra uma resolução de 1997 que propunha que os Estados Unidos não deveriam ser obrigados a reduzir suas emissões se países em desenvolvimento não fossem igualmente responsabilizados.

Gases de efeito estufa

Obama defende uma redução de 80% em 2050 e que se volte aos níveis de 1990 por volta de 2020.
McCain tem como meta reduzir as emissões aos níveis de 1990 até 2020 e chegar a 60% de queda em 2050.

Energia

Obama concorda com o ex-vice-presidente americano Al Gore de que os setores público e privado devem investir em energia renovável. Ele defende que até 2025, esta fonte represente 25% do portfólio americano e propõe incentivos para estimular a busca da eficiência energética.

McCain defende a exploração americana de petróleo e de gás e mudou para o lado dos defensores da perfuração num refúgio de vida animal numa região do Ártico, no nordeste do Alasca. Ele ainda propõe a construção de 45 novas usinas nucleares até 2030 e argumenta sua escolha no fato de que a energia nuclear não emite gases de efeito estufa.