Artigos da categoria ‘Consumo Sustentável’

WWF-Brasil lança último vídeo da Trilogia Pense de Novo

terça-feira, 11 de novembro de 2008.

Soluções para conter o aquecimento global na área de energia e novas tecnologias é o tema do último vídeo da trilogia Pense de Novo do WWF-Brasil. A série de três animações chama a atenção para as mudanças climáticas, seus principais efeitos, causas e soluções. Todos os vídeos transmitem conteúdo sério, de forma lúdica, animada e descontraída, pedindo que todos “Pensem de Novo” sobre suas ações e as conseqüências delas para o planeta.

A data foi escolhida por causa da proximidade com a última etapa deste ano das negociações internacionais sobre clima. Para deter as mudanças climáticas é fundamental que um novo acordo global sobre clima seja fechado em 2009 e o WWF-Brasil está engajado nas discussões para garantir que o mundo faça um pacto justo e eficiente.

A 14ª Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas será de 1 a 12 de dezembro em Poznam, na Polônia. O WWF-Brasil espera que os líderes mundiais presentes nesta última etapa de negociações internacionais sobre clima sejam ousados e comprometidos em deter as mudanças climáticas e avancem nas propostas para que o novo acordo saia como desejado.

Energia

No mundo, o setor de energia é responsável por 37% de todas as emissões de gás carbônico, o que representa 23 bilhões de toneladas de CO2 lançadas por ano na atmosfera, ou seja, mais de 700 toneladas por segundo. Esse percentual coloca o setor de energia em primeiro lugar como emissor de gases de efeito estufa.

Por enquanto, a matriz energética brasileira é considerada uma das mais limpas do planeta. Atualmente, 75% da energia elétrica gerada no país vêm de hidrelétricas. Entretanto, as termelétricas movidas a gás e petróleo têm ganhado espaço nos recentes leilões nacionais de energia. Se o Brasil optar por seguir o modelo energético das nações industrializadas, considerado mais poluente, o país contribuirá para agravar para os problemas relacionados às mudanças climáticas na Terra.

O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases causadores do aquecimento do planeta, principalmente por causa do desmatamento e das queimadas. Este foi o tema do segundo vídeo da trilogia, lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. O primeiro vídeo mostra que as ações do homem estão causando o aquecimento do planeta por causa da emissão excessiva de gases de efeito estufa que formam uma espécie de cobertor de fumaça em volta do globo terrestre e impede o calor de sair da atmosfera.

Assista ao primeiro vídeo da trilogia - http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=48932&edt=58

Assista ao segundo vídeo da trilogia - http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=48933&edt=58
(Envolverde/WWF-Brasil)

Acordo entre CDHU e CPFL levará aquecimento solar e lâmpadas fluorescentes a seis mil moradias populares de SP

quinta-feira, 06 de novembro de 2008.

A Secretaria de Estado da Habitação de SP, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), e a CPFL Energia assinaram hoje, 5 de novembro, Protocolo de Cooperação para implementar projetos e ações que promoverão o uso eficiente de energia elétrica em conjuntos habitacionais de baixa renda. A principal medida será a instalação de sistema de aquecimento solar para água do chuveiro em seis mil moradias construídas pela CDHU em municípios da área de concessão da CPFL, ainda a serem definidos.

O documento foi assinado pelo secretário da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, e pelo vice-presidente de Distribuição do Grupo CPFL Energia, Hélio Viana Pereira, em São Paulo, na sede da Secretaria. Participaram do evento, o deputado estadual Said Mourad, diretores e técnicos da CDHU e CPFL e representantes de empresas da área de construção civil.

Pelo acordo, a CPFL Energia vai doar e instalar sistema de aquecimento solar para água do chuveiro em seis mil moradias e substituirá as lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas de alta eficiência energética. Todos os custos do projeto e serviços de instalação serão assumidos pela CPFL Energia, que deve concluir as obras até 2010.

Segundo o secretário Lair Krähenbühl, essa parceria possibilitará uma redução significativa no consumo de energia, principalmente nos horários de pico do sistema elétrico. “Essa ação contribuirá para o uso racional dos recursos naturais e beneficiará as famílias de menor poder aquisitivo que terão redução no valor da conta de luz. A tendência é o consumo de energia elétrica ser reduzido em até 30 %, chegando à 70 % quando se trata do chuveiro”.

Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, a parceria inclui ações e eventos sociais que visam promover a conscientização e orientar a população sobre o uso eficaz e seguro da energia elétrica. Outra medida prevista no documento é a atualização do cadastro dos consumidores para constatar se eles estão enquadrados na Tarifa Residencial de Baixa Renda, de acordo com a legislação em vigor.

O vice-presidente da CPFL Energia, Hélio Viana, destacou que a parceria com o Governo do Estado é inédita na história da empresa e que o acordo é importante para beneficiar a população que mais precisa. “A CDHU vai indicar os conjuntos mais necessitados e vamos atender prontamente. São mais de 300 municípios na área de concessão da CPFL e, assim que a Companhia definir as prioridades, vamos começar a intervir”.

Segundo o Gestor do Programa de Eficiência Energética da CDHU, Eduardo Baldacci, a ação privilegiará os municípios que aderirem ao Programa de Regularização Fundiária Cidade Legal, da Secretaria de Estado da Habitação. Criado em agosto do ano passado, o programa tem como objetivo assessorar e auxiliar as prefeituras na regularização e averbação de parcelamentos de solo e de núcleos habitacionais já existentes, sejam públicos ou privados.

Em março deste ano, a CDHU assinou protocolo semelhante com a Bandeirante Energia para a instalação de aquecimento solar em 4.800 moradias distribuídas em 28 municípios. As medidas previstas nesses protocolos estão de acordo com o Programa de Eficiência Energética (PEE), previsto na legislação em vigor e nas Resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que regulamentam a matéria.

As novas tipologias de construção adotadas recentemente pelo Governo do Estado incluem a instalação de aquecedores solares e de outros itens que contribuam para o uso racional dos recursos naturais como, por exemplo, a medição individualizada de água e a utilização de estruturas metálicas em substituição ao madeiramento dos telhados.
(Envolverde/Assessoria)

Mentes brilhantes

quinta-feira, 23 de outubro de 2008.

Da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva até o pensador francês Ignacy Sachs, o professor Ladislau Dowbor e o jornalista André Trigueiro, algumas das mentes mais brilhantes estiveram reunidas num hotel em São Paulo para debater os desafios ambientais brasileiros. Durante os três dias do Encontro Latino Americano de Comunicação e Sustentabilidade, promovido pela revista eletrônica Envolverde, o foco de discussão ficou concentrado em três temas: Amazônia, água e energia.

Num exercício para enxergar um pouco além do curto prazo, os palestrantes e os convidados apontaram para a atual crise financeira global como uma grande oportunidade para pavimentar os caminhos de um mundo cada vez mais sustentável, com relações empresariais pautadas pela ética, pelo respeito ao meio ambiente e pela responsabilidade social.

Na opinião do francês Ignacy Sachs, professor emérito da École des Hautes Études em Sciences Sociales de Paris, o Brasil parte com grandes chances de assumir a dianteira na corrida pela civilização da biomassa. O pesquisador francês, que vem ao Brasil pelo menos duas vezes por ano desde a década de 1940, defende que a produção de etanol seja uma porta para o País planejar seu desenvolvimento, mas ressalta a importância de redobrar os cuidados socioambientais na indústria canavieira.

“Finalmente começa a surgir a noção de que o desenvolvimento é antes de tudo social e o Brasil tem uma grande oportunidade de cuidar de sua ecologia sem prejuízo econômico”, resume Ignacy Sachs.

Já o economista Ladislau Dowbor, professor titular da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), compara o atual momento que vivemos no horizonte das mudanças climáticas a um marinheiro pendurado no mastro do Titanic ao avistar o iceberg que levaria o transatlântico ao naufrágio. “O tempo é um elemento importante na nossa análise. Não basta saber que há um problema, torná-lo transformador dos processos decisórios leva tempo”, resume.

Na prática, diz o professor Dowbor, as medidas que adotarmos agora para conter o aquecimento global devem demorar pelo menos trinta anos para surtir o efeito desejado. “Não podemos mudar as coisas no ritmo de um século. A janela dos dramas que vivemos hoje é muito mais rápida”, conclui o economista que mantém em seu site (www.dowbor.org) um dos endereços mais atualizados em leituras e novidades científicas sobre os temas atuais.

Considerada o sangue que mantém o atual sistema econômico em funcionamento, a energia é questão fundamental para definir os rumos da sociedade, na opinião do jornalista André Trigueiro, apresentador do programa Cidades e Soluções, do canal GNT, e professor de jornalismo ambiental da PUC do Rio de Janeiro. “A imprensa deveria cobrir muito mais as questões relacionadas à eficiência energética e às energias renováveis. Nos Estados Unidos, o candidato Barack Obama deixou claro como a escolha energética pode ser estratégica”, avalia Trigueiro.

O que está por trás das grandes discussões atuais, porém, diz o jornalista, é a necessidade de mudança no atual padrão de consumo. A conclusão desse pensamento foi levada à platéia pela ex-ministra do Meio Ambiente e atual senadora Marina Silva (PT-AC). “Temos que mudar o modelo de desenvolvimento. Não basta só desejar. Para alavancar esse movimento, é fundamental que a gente crie os meios, a visão, o processo e a estrutura para amparar essas mudanças”, disse Marina.

E explica que a mudança pressupõe um novo modelo de desenvolvimento que não prejudique os recursos naturais, nem interrompa os serviços ambientais benéficos à humanidade. Em sua palestra magna durante o Encontro Latino Americano que foi de 16 a 18 de outubro, Marina Silva estabeleceu as várias dimensões da sustentabilidade.

Falou da importância de cada um de seus aspectos: a dimensão econômica, a social, a ambiental, a cultural, a política, a ética e a estética, que diz respeito ao uso de recursos financeiros e toda a tecnologia disponível no mundo para preservar alguns dos mais belos tesouros naturais do planeta. Muitos dos quais são exclusividade de terras brasileiras, como o Pão de Açúcar, o Pantanal e a Amazônia, defendeu Marina.

A ex-ministra citou como exemplo de inspiração uma frase de seu antigo professor, o francês Edgar Morin, para quem a mudança no começo é apenas um desvio. “Precisamos ficar atentos aos núcleos vivos da sociedade para saber onde estão sendo produzidos esses desvios”, disse Marina. Numa metáfora futebolística, a senadora ainda explicou que isso significa “estar atento aonde a bola vai estar, não onde ela está agora”.

Crédito das imagens: Instituto Envolverde

Mutirão do Lixo Eletrônico será dia 30 de Outubro

quinta-feira, 23 de outubro de 2008.

O que você fez com aquela bateria recarregável ou o celular quebrado que não funciona mais ? Se você jogou no lixo comum, saiba que isso pode causar a contaminação de rios e reservatórios do solo, além de trazer danos à nossa saúde.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente divulgou o projeto “Mutirão do Lixo Eletrônico” que abordará no dia 30 de outubro o destino correto desse lixo eletrônico. As prefeituras municipais vão receber urnas para a coleta do e-lixo e empresas de diversos segmentos também vão atuar como parceiras no Mutirão. As pessoas poderão trocar este lixo por mini-coletores.

O Mutirão não poderia vir em hora melhor, pois o Brasil superou a marca de 120 milhões de celulares e já existem mais de 30 milhões de computadores , além disso, a venda de eletrônicos vem aumentando a cada dia por equipamentos melhores.

As substâncias contidas nos equipamentos podem ser reutilizadas, como por exemplo, um quilo de celular pode-se reaproveitar de 100 a 150 miligramas (mg) de ouro, 400 a 600 mg de prata, 20 a 30 mg de paládio, 100 a 130 gramas (g) de cobre e 200g de plástico.

Para obter mais informações sobre o Mutirão, assim como detalhes sobre o e-lixo, vá até o site da campanha: http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico

Por: Wilton Paulo para o Meio Bit

Copyright do Meiobit.com

http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/internet/mutirao-do-lixo-eletronico-sera-dia-30-de-outubro

Os dez maiores dilemas ambientais no Brasil

quinta-feira, 09 de outubro de 2008.

Um dos mais renomados especialistas brasileiros no fenômeno das mudanças climáticas, o pesquisador Eneas Salati elaborou um decálogo dos principais problemas ambientais a pedido do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do qual foi consultor. Salati diz que o aumento de temperatura previsto para a Terra – de 0,6°C – parece pouco, mas é dramático e equivale à explosão de dez bombas de Hiroshima por segundo.

Ex-assessor do Banco Mundial e de seu braço financeiro, o International Financial Corporation (IFC), Salati atualmente é diretor técnico da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e membro do Fórum de Mudanças Climáticas. E defende que quando se trata de meio ambiente, metade da solução aparece quando se consegue definir em detalhes os problemas que se pretende enfrentar.
Nesta quarta-feira 8, Salati foi convidado para apresentar seu decálogo ambiental num encontro promovido pela Global Reporting Initiative (GRI), que define as regras para as empresas relatarem suas práticas e preocupações socioambientais.

Numa atitude inédita no mundo, a GRI, com sede em Amsterdã, na Holanda, escolheu o Brasil como projeto piloto para elaborar uma série de protocolos específicos para que as organizações brasileiras possam relatar suas ações sociais e ambientais nos balanços e relatórios de final de ano de forma condizente com as realidades nacionais.
A seguir, o decálogo dos dilemas ambientais segundo Eneas Salati:

1. Crescimento Populacional
Se tudo continuar como está, teremos um aumento populacional de 26% nos próximos trinta anos. Passaremos de 6,5 bilhões para 8,2 bilhões de pessoas no planeta.
Certa vez discuti com minha mãe sobre o impacto do crescimento populacional na degradação ambiental. Mas sou o nono filho de uma família de dez crianças e se tivesse controle populacional, eu não existiria.

2. Aumento do consumo de energia
Com o atual padrão de consumo, esperamos um aumento de 62% no consumo energético nos próximos trinta anos. Mais importante de tudo, se a China mantiver o mesmo padrão de consumo dos Estados Unidos, será necessário dobrar a produção de petróleo em vinte anos. Sobretudo, não há espaço para descartar todos os produtos que produzimos hoje.

3. Pobreza
Eu escolhi a palavra miséria para trata desse tema, mas o pessoal do BID e do Banco Mundial prefere a palavra pobreza. O que me interessa é traçar o paralelo entre miséria e pobreza e a degradação ambiental. Historicamente, a população mais pobre sempre ocupou áreas mais pobres em nutrientes, mais difíceis de se irrigar, menos férteis, mais passíveis de alagamento, desmoronamento, e com menos possibilidade de construção e de saneamento básico.

4. Aquecimento global
Em 2007, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) confirmou, com 95% de certeza, que o atual aquecimento da Terra é provocado pelas atividades humanas. Há quem considere pouco o aumento de 0,6° C na temperatura média da Terra, mas é bom lembrar que isso representa uma explosão de dez bombas nucleares de Hiroshima por segundo no planeta. Nos mares, a situação é séria. Até 300 metros de profundidade, já começamos a notar um aquecimento de 0,5° C na temperatura da água dos oceanos.
O mais crítico mesmo é o degelo da calota polar do Ártico, uma estrutura que existe há milênios e que em poucos anos derreteu em ritmo acelerado, diminuindo em espessura e em tamanho. As projeções para as próximas décadas são péssimas. Num relatório recente, o IPCC falava que a calota polar do Ártico devia desaparecer em 50 anos, hoje já se fala que em 15 anos ela pode deixar de existir. O que os modelos climáticos apontam é que o aumento da temperatura em todos os continentes foi bem além das oscilações naturais do planeta.

5. Destruição dos ecossistemas
Estima-se que 11 milhões de hectares de florestas tropicais sejam desmatados anualmente no mundo, uma área equivalente ao território da Guatemala. As florestas tropicais prestam serviços ambientais e isso tem valor. No Brasil, existe uma excelente legislação ambiental. A implementação dessa legislação é que é deficiente e falha. O resultado é que perdemos espécies animais e vegetais num ritmo acelerado.
Quando vivi na Amazônia, como diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) na década de 70, havia apenas 0,5% de desmatamento. Hoje o desmatamento está em 20% de corte raso, sem contar a extração de madeira de lei.

6. Matriz energética de transporte
Hoje o petróleo representa 96% da matriz energética mundial para o transporte. O gás natural responde por 2,4%, a eletricidade por 1,2% e o carvão, 0,4%. Já no Brasil a matriz é diferente. O petróleo representa 83,9%, o gás natural, 3,8%, a eletricidade por 0,2% e as energias renováveis respondem por 12% da nossa matriz energética. Precisamos investir em energias renováveis.

7. Lixo
A quantidade média produzida por um ser humano é de cinco quilos por semana. A produção diária de lixo no Brasil é de 240 mil toneladas. Na prática, 88% desse volume de lixo vai para os aterros sanitários ou lixões. O custo anual entre a coleta e o descarte é de R$ 4,1 bilhões. Uma das tecnologias mais utilizadas na Europa é a da incineração. Ela é cara, sem dúvida, mas é extremamente eficiente.

8. Impacto sobre a biodiversidade

Os impactos sobre a biodiversidade são de várias naturezas. Hoje há uma exploração excessiva dos recursos naturais e a introdução de espécies e doenças exóticas.

9. Recursos hídricos
A questão da água tem várias implicações. Primeiro que há uma sobre-utilização dos recursos hídricos por parte da agricultura. O saneamento básico praticamente não existe, há legislação, existe obrigação, mas ninguém faz, nem o município, nem o Estado, nem o governo federal. É preciso tratar os resíduos industriais e resolver a escassez e o manejo dos recursos hídricos no semi-árido brasileiro. Não é falta de tecnologia o que temos, também não há falta de dinheiro. No caso do saneamento básico, falta vontade.

10. Mudança climática global
O problema é muito mais sério do que parece. As mudanças climáticas não vão ocorrer hoje, nem amanhã, mas já começam a acontecer. O modelo hídrico para a Amazônia e o Nordeste brasileiro precisa de um viés diferente. Não apenas para a produção de eletricidade e de comida, mas para a produção de resultados socioambientais.
Os atuais padrões de consumo são incompatíveis com a disponibilidade de recursos naturais. A velocidade de consumo está além da capacidade de reposição natural do planeta. É preciso fazer uma revisão e atualização das legislações referentes ao tema.
Por isso considero importante esse Anexo Nacional proposto pela GRI para estimular as empresas a se adequarem a padrões internacionais de qualidade de gestão ambiental, indo além da própria legislação ambiental nacional.