Artigos da categoria ‘Consumo de Energia’

Acordo entre CDHU e CPFL levará aquecimento solar e lâmpadas fluorescentes a seis mil moradias populares de SP

quinta-feira, 06 de novembro de 2008.

A Secretaria de Estado da Habitação de SP, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), e a CPFL Energia assinaram hoje, 5 de novembro, Protocolo de Cooperação para implementar projetos e ações que promoverão o uso eficiente de energia elétrica em conjuntos habitacionais de baixa renda. A principal medida será a instalação de sistema de aquecimento solar para água do chuveiro em seis mil moradias construídas pela CDHU em municípios da área de concessão da CPFL, ainda a serem definidos.

O documento foi assinado pelo secretário da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, e pelo vice-presidente de Distribuição do Grupo CPFL Energia, Hélio Viana Pereira, em São Paulo, na sede da Secretaria. Participaram do evento, o deputado estadual Said Mourad, diretores e técnicos da CDHU e CPFL e representantes de empresas da área de construção civil.

Pelo acordo, a CPFL Energia vai doar e instalar sistema de aquecimento solar para água do chuveiro em seis mil moradias e substituirá as lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas de alta eficiência energética. Todos os custos do projeto e serviços de instalação serão assumidos pela CPFL Energia, que deve concluir as obras até 2010.

Segundo o secretário Lair Krähenbühl, essa parceria possibilitará uma redução significativa no consumo de energia, principalmente nos horários de pico do sistema elétrico. “Essa ação contribuirá para o uso racional dos recursos naturais e beneficiará as famílias de menor poder aquisitivo que terão redução no valor da conta de luz. A tendência é o consumo de energia elétrica ser reduzido em até 30 %, chegando à 70 % quando se trata do chuveiro”.

Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, a parceria inclui ações e eventos sociais que visam promover a conscientização e orientar a população sobre o uso eficaz e seguro da energia elétrica. Outra medida prevista no documento é a atualização do cadastro dos consumidores para constatar se eles estão enquadrados na Tarifa Residencial de Baixa Renda, de acordo com a legislação em vigor.

O vice-presidente da CPFL Energia, Hélio Viana, destacou que a parceria com o Governo do Estado é inédita na história da empresa e que o acordo é importante para beneficiar a população que mais precisa. “A CDHU vai indicar os conjuntos mais necessitados e vamos atender prontamente. São mais de 300 municípios na área de concessão da CPFL e, assim que a Companhia definir as prioridades, vamos começar a intervir”.

Segundo o Gestor do Programa de Eficiência Energética da CDHU, Eduardo Baldacci, a ação privilegiará os municípios que aderirem ao Programa de Regularização Fundiária Cidade Legal, da Secretaria de Estado da Habitação. Criado em agosto do ano passado, o programa tem como objetivo assessorar e auxiliar as prefeituras na regularização e averbação de parcelamentos de solo e de núcleos habitacionais já existentes, sejam públicos ou privados.

Em março deste ano, a CDHU assinou protocolo semelhante com a Bandeirante Energia para a instalação de aquecimento solar em 4.800 moradias distribuídas em 28 municípios. As medidas previstas nesses protocolos estão de acordo com o Programa de Eficiência Energética (PEE), previsto na legislação em vigor e nas Resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que regulamentam a matéria.

As novas tipologias de construção adotadas recentemente pelo Governo do Estado incluem a instalação de aquecedores solares e de outros itens que contribuam para o uso racional dos recursos naturais como, por exemplo, a medição individualizada de água e a utilização de estruturas metálicas em substituição ao madeiramento dos telhados.
(Envolverde/Assessoria)

Os dez maiores dilemas ambientais no Brasil

quinta-feira, 09 de outubro de 2008.

Um dos mais renomados especialistas brasileiros no fenômeno das mudanças climáticas, o pesquisador Eneas Salati elaborou um decálogo dos principais problemas ambientais a pedido do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do qual foi consultor. Salati diz que o aumento de temperatura previsto para a Terra – de 0,6°C – parece pouco, mas é dramático e equivale à explosão de dez bombas de Hiroshima por segundo.

Ex-assessor do Banco Mundial e de seu braço financeiro, o International Financial Corporation (IFC), Salati atualmente é diretor técnico da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e membro do Fórum de Mudanças Climáticas. E defende que quando se trata de meio ambiente, metade da solução aparece quando se consegue definir em detalhes os problemas que se pretende enfrentar.
Nesta quarta-feira 8, Salati foi convidado para apresentar seu decálogo ambiental num encontro promovido pela Global Reporting Initiative (GRI), que define as regras para as empresas relatarem suas práticas e preocupações socioambientais.

Numa atitude inédita no mundo, a GRI, com sede em Amsterdã, na Holanda, escolheu o Brasil como projeto piloto para elaborar uma série de protocolos específicos para que as organizações brasileiras possam relatar suas ações sociais e ambientais nos balanços e relatórios de final de ano de forma condizente com as realidades nacionais.
A seguir, o decálogo dos dilemas ambientais segundo Eneas Salati:

1. Crescimento Populacional
Se tudo continuar como está, teremos um aumento populacional de 26% nos próximos trinta anos. Passaremos de 6,5 bilhões para 8,2 bilhões de pessoas no planeta.
Certa vez discuti com minha mãe sobre o impacto do crescimento populacional na degradação ambiental. Mas sou o nono filho de uma família de dez crianças e se tivesse controle populacional, eu não existiria.

2. Aumento do consumo de energia
Com o atual padrão de consumo, esperamos um aumento de 62% no consumo energético nos próximos trinta anos. Mais importante de tudo, se a China mantiver o mesmo padrão de consumo dos Estados Unidos, será necessário dobrar a produção de petróleo em vinte anos. Sobretudo, não há espaço para descartar todos os produtos que produzimos hoje.

3. Pobreza
Eu escolhi a palavra miséria para trata desse tema, mas o pessoal do BID e do Banco Mundial prefere a palavra pobreza. O que me interessa é traçar o paralelo entre miséria e pobreza e a degradação ambiental. Historicamente, a população mais pobre sempre ocupou áreas mais pobres em nutrientes, mais difíceis de se irrigar, menos férteis, mais passíveis de alagamento, desmoronamento, e com menos possibilidade de construção e de saneamento básico.

4. Aquecimento global
Em 2007, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) confirmou, com 95% de certeza, que o atual aquecimento da Terra é provocado pelas atividades humanas. Há quem considere pouco o aumento de 0,6° C na temperatura média da Terra, mas é bom lembrar que isso representa uma explosão de dez bombas nucleares de Hiroshima por segundo no planeta. Nos mares, a situação é séria. Até 300 metros de profundidade, já começamos a notar um aquecimento de 0,5° C na temperatura da água dos oceanos.
O mais crítico mesmo é o degelo da calota polar do Ártico, uma estrutura que existe há milênios e que em poucos anos derreteu em ritmo acelerado, diminuindo em espessura e em tamanho. As projeções para as próximas décadas são péssimas. Num relatório recente, o IPCC falava que a calota polar do Ártico devia desaparecer em 50 anos, hoje já se fala que em 15 anos ela pode deixar de existir. O que os modelos climáticos apontam é que o aumento da temperatura em todos os continentes foi bem além das oscilações naturais do planeta.

5. Destruição dos ecossistemas
Estima-se que 11 milhões de hectares de florestas tropicais sejam desmatados anualmente no mundo, uma área equivalente ao território da Guatemala. As florestas tropicais prestam serviços ambientais e isso tem valor. No Brasil, existe uma excelente legislação ambiental. A implementação dessa legislação é que é deficiente e falha. O resultado é que perdemos espécies animais e vegetais num ritmo acelerado.
Quando vivi na Amazônia, como diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) na década de 70, havia apenas 0,5% de desmatamento. Hoje o desmatamento está em 20% de corte raso, sem contar a extração de madeira de lei.

6. Matriz energética de transporte
Hoje o petróleo representa 96% da matriz energética mundial para o transporte. O gás natural responde por 2,4%, a eletricidade por 1,2% e o carvão, 0,4%. Já no Brasil a matriz é diferente. O petróleo representa 83,9%, o gás natural, 3,8%, a eletricidade por 0,2% e as energias renováveis respondem por 12% da nossa matriz energética. Precisamos investir em energias renováveis.

7. Lixo
A quantidade média produzida por um ser humano é de cinco quilos por semana. A produção diária de lixo no Brasil é de 240 mil toneladas. Na prática, 88% desse volume de lixo vai para os aterros sanitários ou lixões. O custo anual entre a coleta e o descarte é de R$ 4,1 bilhões. Uma das tecnologias mais utilizadas na Europa é a da incineração. Ela é cara, sem dúvida, mas é extremamente eficiente.

8. Impacto sobre a biodiversidade

Os impactos sobre a biodiversidade são de várias naturezas. Hoje há uma exploração excessiva dos recursos naturais e a introdução de espécies e doenças exóticas.

9. Recursos hídricos
A questão da água tem várias implicações. Primeiro que há uma sobre-utilização dos recursos hídricos por parte da agricultura. O saneamento básico praticamente não existe, há legislação, existe obrigação, mas ninguém faz, nem o município, nem o Estado, nem o governo federal. É preciso tratar os resíduos industriais e resolver a escassez e o manejo dos recursos hídricos no semi-árido brasileiro. Não é falta de tecnologia o que temos, também não há falta de dinheiro. No caso do saneamento básico, falta vontade.

10. Mudança climática global
O problema é muito mais sério do que parece. As mudanças climáticas não vão ocorrer hoje, nem amanhã, mas já começam a acontecer. O modelo hídrico para a Amazônia e o Nordeste brasileiro precisa de um viés diferente. Não apenas para a produção de eletricidade e de comida, mas para a produção de resultados socioambientais.
Os atuais padrões de consumo são incompatíveis com a disponibilidade de recursos naturais. A velocidade de consumo está além da capacidade de reposição natural do planeta. É preciso fazer uma revisão e atualização das legislações referentes ao tema.
Por isso considero importante esse Anexo Nacional proposto pela GRI para estimular as empresas a se adequarem a padrões internacionais de qualidade de gestão ambiental, indo além da própria legislação ambiental nacional.

Computadores de cabeça quente

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008.

Computadores de cabeça quenteO setor de informática já é responsável por 2% da emissão mundial de CO2 e, caso nada seja feito, essas emissões crescerão até 10% ao ano.Do seu surgimento até hoje, os computadores ficaram menores e mais velozes. Mas toda essa rapidez teve como resultado máquinas com alto consumo energético, que ao funcionar ficam super-aquecidas e precisam ser refrigeradas com maior dispêndio de energia.

Para se ter uma idéia do impacto da produção e utilização de computadores basta conhecer o resultado de uma pesquisa da empresa de consultoria Gartner Group. Ela revela que a área de TI (tecnologia da informação) já é responsável por 2% de todas as emissões de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera. O estudo ainda alerta que, caso nada seja feito, essas emissões tendem a crescer de 5% a 10% ao ano.

Segundo Marcel Saraiva, gerente de produtos da Intel para servidores na América Latina, foi em 2005 que a indústria da informática despertou para o grande consumo de eletricidade dos computadores. “Para cada real gasto com energia, precisava de outro real de energia para a refrigeração dos equipamentos”. A preocupação começou nas grandes empresas que possuem potentes servidores com muitos computadores conectados.

Um computador doméstico consome pouca energia se comparado ao gasto total de uma casa. Por isso o consumidor individual, muitas vezes, não se dá conta da ineficiência energética dos computadores. Mas se pensarmos na enorme quantidade de computadores espalhados pelas casas do Brasil e do mundo todo, a conta muda de figura.
40 milhões em ação

Hoje vivemos na companhia de computadores. Em casa ou no trabalho, os PCs (sigla em inglês para “personal computer”, isto é, computador pessoal) estão por todos os lados. Até poucos anos um artigo de luxo, o computador se tornou um eletrodoméstico comum na casa das pessoas. Nos Estados Unidos, em 2006, foram vendidos mais PCs, do que aparelhos de televisão. Por isso mesmo, os impactos ambientais da produção, compra, uso e descarte de computadores cada vez mais entram na ordem do dia.

Segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), a estimativa é que as vendas de PCs para o mercado brasileiro tenham atingido 10,1 milhões de unidades em 2007, um aumento de 23% em relação ao ano anterior. Já para os notebooks, é estimado um crescimento de 211% em comparação com 2006 e vendas de 2,1 milhões de unidades.

Os preços caíram 14% nos últimos seis anos, segundo a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos). A entidade calcula que 19% dos lares brasileiros têm um micro-computador. A média é superior à mundial, que está nos 17%, apesar de ficar muito longe da dos EUA, onde 80% das residências estão equipadas com microcomputadores.

Somando novos e velhos equipamentos, o Brasil possui atualmente 40 milhões de computadores em uso corporativo e doméstico, de acordo com pesquisa do Centro de Tecnologia da Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. O mesmo relatório estima que em 2010 o Brasil terá 60 milhões de computadores. No mundo todo, o número de PCs superará a barreira do bilhão até o final de 2008, prevê o relatório da Forrester, empresa de pesquisas dos Estados Unidos.
Dicas

Para que você possa usufruir do seu computador provocando o menor impacto possível sobre o meio ambiente, aqui vão algumas dicas úteis.

1. Use, mas não abuse

Use o seu computador sempre que necessário, mas apenas o necessário. Lembre-se que ele é um equipamento que consome energia elétrica, que para ser produzida emite gases de efeito estufa e contribui para o aquecimento global. Por isso, uma das formas de contribuir para o combate à mudança climática é usar menos o computador.

2. Desligue seu PC quando não estiver em uso

Muitas pessoas acham que o processo de ligar e desligar o computador consome mais energia do que deixar o aparelho ligado. Não é verdade. Sempre que for se ausentar por mais de meia hora, vale a pena desligar o computador. Um bom exemplo é na hora do almoço. Um computador ligado durante 1 hora/dia consome 5,0 kwh/mês. No decorrer de um ano, a economia decorrente de desligar o computador durante esta uma hora de almoço será de 60 kwh, o que leva cada pessoa que desligar seu computador a deixar de jogar na atmosfera 18 quilos de CO2. Esse volume corresponde ao emitido por um carro movido a gasolina ao percorrer 120 km.

3. Desligue o monitor quando for deixá-lo inativo por mais de 15 minutos

Em relação à energia, o mesmo raciocínio se aplica ao monitor de vídeo. Desligue-o sempre que for se afastar por mais de 15 minutos. .

4. Configure o computador para economizar energia

Efetuar pequenas configurações na máquina, como regular o brilho da tela, podem reduzir o consumo de eletricidade. Configure o tempo para o micro entrar em modo de espera ou em hibernação quando estiver ocioso. No Windows, acesse, no menu Iniciar, “Painel de Controle/ Vídeo/ Proteção de Tela”. Lá é possível definir esquemas de consumo de energia.

5. Desligue todos os equipamentos que não estão em uso

Desligue o computador e todos os periféricos da tomada quando não estiverem em uso. Uma boa opção é usar uma régua de tomadas com chave de liga/desliga. Isso evita que o computador e os periféricos, tais como impressoras e modens, mantenham um consumo de energia, ainda que baixo, mesmo quando não estão sendo usados.

6. Diga não ao lixo eletrônico

Não envie desnecessariamente spams e correntes que congestionam caixas postais e poluem o mundo on- line, levando a um uso mais intenso dos computadores e, como conseqüência, a um consumo maior de energia elétrica. De acordo com levantamento feito pela Barracudas Networks, uma grande empresa norte-americana de gerenciamento de correio eletrônico, 95% dos emails enviados no mundo todo são spams.

7. Conserte em vez de trocar

Se o seu computador quebrar, pense em consertá-lo em vez de trocá-lo por um novo. Segundo a Universidade das Nações Unidas (UNU), um computador comum pesa 24 quilos em média, e emprega ao menos dez vezes o seu peso em combustíveis fósseis, contribuindo desta forma para o gasto de energia e, conseqüentemente, para o aquecimento global. Gasta também 1.500 litros de água em seu processo de fabricação. Esta relação supera, proporcionalmente, por exemplo, a dos automóveis, que utilizam, no máximo, duas vezes o seu peso em matéria-prima e insumos. Um único chip de memória RAM consome 1,7 quilos de combustíveis fósseis e de substâncias químicas para ser produzido, o que corresponde a cerca de 400 vezes o seu peso.

8. Não se deixe fascinar pelas novidades.

Pense bem se você precisa mesmo trocar de computador ou se está apenas encantado com alguma novidade tecnológica que logo será superada. O melhor computador é aquele que atende às suas reais necessidades e pode não ter nada a ver com o computador cuja publicidade afirma ser o melhor. É preciso levar em consideração o que se gasta para fabricar um computador. Cerca de 1,3 tonelada de CO2 é emitida na produção de um PC Ao evitar trocar seu computador pelo período de um ano, a quantia de CO2 emitida no seu processo de fabricação não será liberada, ao mesmo tempo que será contabilizada uma diminuição da mesma quantia de CO2 na sua conta pessoal de emissões de gases do efeito estufa.

9. Pesquise e conheça os equipamentos que consomem menos energia.

Evoluções tecnológicas têm permitido a fabricação de computadores cada vez mais eficientes energeticamente. Compare o consumo dos aparelhos antes de comprar e prefira os mais econômicos. Uma das últimas novidades que surgiram foram os processadores múltiplos (leia box). Normalmente, os equipamentos que gastam menos eletricidade têm o logotipo da Energy Star. Procure também conhecer o processo de fabricação dos computadores, dando preferência àqueles que tiveram uma produção de menor impacto negativo na sociedade e no meio ambiente.

10. Avalie a eficiência energética ao escolher um monitor

Se for preciso comprar um novo monitor, dê preferência aos de cristal líquido (LCD), em lugar dos monitores de tubo (chamados CRT). Não é apenas uma questão estética. Monitores LCD consomem menos energia do que os de tubo. De acordo com o professor do Senac, Rodrigo Mota, essas novas tecnologias gastam quase 40% a menos de energia do que a convencional.

11. Doe seu computador velho

Se estiver mesmo decidido a comprar um novo computador, cuide para que o velho não vá parar no lixão. Uma boa possibilidade é doar o computador antigo para algum parente ou amigo que precise. Dessa forma, você estará evitando que as matérias-primas, a água, o combustível e a eletricidade gastos na fabricação do seu antigo computador terminem no lixo. Caso você não conheça ninguém que possa aproveitá-lo, pense em entregá-lo a entidades que o recolhem e reaproveitam suas partes e componentes.
Algumas entidades que utilizam os computadores usados ou comercializam sua sucata com empresas recicladoras
Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes
http://www.abre-excedente.org.br

Casas André Luiz
http://www.andreluiz.org.br

Comitê pela Democratização da Informática - Organização não governamental que recebe doações de computadores e de periféricos usados, mas em condições de uso. Direciona os equipamentos para centros de inclusão digital. Acessórios como caixas de som, teclados e mouses somente são recebidos em bom estado.
http://www.cdi.org.br

Museu do Computador de São Paulo, aceita doações de equipamentos de computador, bem como telégrafo, telefone, máquina de calcular, máquina de escrever, videogames, impressoras e peças como floopy drive, HDs, placas-mãe, teclados, monitores, mouses e fontes de energia, mesmo sem funcionar. Softwares antigos, disquetes, manuais, revistas de informática, livros e pôsteres vão para a Biblioteca do Museu. http://www.museudocomputador.com.br

Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes
http://www.abre-excedente.org.br

Casas Hope
http://www.casahope.com.br

Comlurb
A companhia de coleta e limpeza municipal do Rio mantém cestas coletoras espalhadas pela cidade. Na área “Serviços” do site da companhia esta a lista de bairros em que é possível encontrá-las.
http://www.rio.rj.gov.br/comlurb/

Centro de Recondicionamento e Reciclagem de Computadores do Distrito Federal (CRC/DF)
Mantido do Distrito Federal pela Fundação Banco do Brasil (FBB), em parceria com a Associação de Apoio a Família, ao Grupo e a Comunidade (Afago), a Cobra Tecnologia e a Ong Programando o Futuro. Recebe equipamentos de informática e recondiciona para programas de inclusão digital.
http://www.fundacaobancodobrasil.org.br

Além dessas entidades, algumas empresas brasileiras de informática também recebem de volta os equipamentos que fabricaram, conforme alguns exemplos abaixo relacionados. Caso o fabricante de seu equipamento não estiver entre eles, não quer dizer que a empresa não faz o recolhimento do computador usado. Vale a pena consultar o fabricante antes de se desfazer do equipamento. :

Hewlett-Packard (HP) - Parceiro Pioneiro do Akatu
Os clientes podem solicitar o descarte das baterias pela internet para receber, pelo correio, um envelope pré-pago para a remessa de baterias a serem recicladas, com instruções para seu destino correto e sem custos. Os clientes também podem entregar as baterias diretamente na rede de assistência técnica da HP, espalhada por todo o Brasil.

Site: http://www.hp.com.br/baterias

Canon
Mantém um programa de reaproveitamento de impressoras e de reciclagem de resíduos sólidos. Coleta equipamentos pelas redes de assistência técnica.

Site: http://www.canon.com.br

Dell
O cliente do Brasil e México deve acessar o site da empresa e descrever o equipamento que deverá ser coletado. Um representante autorizado da área de Logística Dell marcará um horário para apanhar o equipamento a ser reciclado.

Site: http://www.dell.com/recycling

Kodak
Mantém um programa de reciclagem de câmeras de uso único, os modelos de descartáveis. Na área de responsabilidade social do site da companhia estão informações sobre o sistema de coleta de equipamentos - “Segurança, Reciclagem e Descarte de Produto”.

Site: http://www.kodak.com.br

Motorola
Usuários podem depositar aparelhos celulares, rádios bidirecionais, acessórios (carregadores, fios e fones de ouvido, entre outros) e baterias nas urnas localizadas nos Serviço Autorizado Motorola (SAMs). Em cidades em que não há rede autorizada, usuários podem acessar a internet para participar do MotoColeta (4002-1244 para capitais ou regiões metropolitanas ou 0800-773-1244 para as demais cidades.

Site: http://www.motorola.com.br

Nokia
O programa de reciclagens está há sete anos no Brasil. As caixas de produto trazem explicações sobre o descarte correto da bateria e orientação sobre a rede de coleta dos dispositivos. Entre 60% e 85% dos componentes de um telefone celular Nokia são recicláveis.

Site: http://www.nokia.com.br

Sony Ericsson
Tem programa de coleta especial. O consumidor final entrega sua bateria e/ou aparelho completo nas assistências técnicas e/ou postos de coletas. Informações: 4001-0444 (Custo de chamada local) ou 0XX11 4001-0444
O que são processadores múltiplos

Uma das novidades mais comentadas em termos de eficiência energética de computadores são os processadores com dois núcleos ou mais, conhecidos como processadores múltiplos.

A idéia é simples. O modelo tradicional, com apenas um processador, aciona esse processador para qualquer tarefa que o computador faça. Os novos modelos, com dois ou mais processadores, cada um gastando menos energia do que o processador único, acionam apenas o processador que está sendo demandado naquele momento. Seria algo como se, ao usar um jogo no computador, fosse acionado apenas o processador de jogos, gastando somente a energia suficiente para fazer o jogo funcionar. Depois, ao ler e receber emails, seria acionado outro processador, especializado nessa tarefa e com menor consumo de energia do que os processadores convencionais.

Dessa forma, a capacidade do computador é ativada conforme a necessidade, e, assim não se consome toda a energia de uma só vez. “A geração anterior (de processadores) consumia 130 watts e a nova geração dos núcleos duplos da Intel (chamada core dois duo) consome 65 watts com desempenho 60% melhor” explica Marcel Saraiva gerente de produtos para servidores na América Latina, da Intel.

A solução interessa bastante às empresas, que por meio da troca dos processadores, conseguem uma grande redução no consumo de energia. Naturalmente, o mesmo vale para o consumidor doméstico que irá economizar energia, dinheiro e os recursos da sociedade e do planeta.

A maior vantagem do uso dos novos processadores vem para os usuários de notebook, porque a tecnologia de núcleos múltiplos faz com que a bateria necessite ser carregada menos vezes e, portanto, gastará menor energia elétrica nas cargas e terá uma durabilidade maior. Além disso, “como o notebook irá esquentar menos, também irá precisar de menos ventilação”, afirma Saraiva, da Intel, o que também reduz o seu consumo de energia.

(Envolverde/Instituto Akatu)

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=42809