Artigos da categoria ‘Bioenergia’

São Carlos (SP) quer se tornar referência em energias alternativas

terça-feira, 25 de novembro de 2008.

A cidade de São Carlos, no interior paulista, pode, em dois anos, se transformar num centro de referência em energia alternativas. Para isso, os ministros da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, e o prefeito do município, Newton Lima, assinaram, na quinta-feira (20), em São Paulo (SP), um memorando de entendimento que visa a criar a Cidade da Bioenergia.

O centro ocupará uma área de aproximadamente de 2.600 hectares e fica pronto em 2010. A parceria tem também a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“A Embrapa é fundamental para o sucesso dessa parceria”, destacou Sergio Rezende, no ato de assinatura do memorando. O projeto faz parte de um conjunto de medidas que garantiu a liderança do País no setor agropecuário. A iniciativa visa a transformar a Cidade da Bioenergia referência em tecnologia integrada à cadeia de produção.

“Será a maior concentração de cientistas que desenvolverão novas formas de pesquisa, por exemplo, a nanotecnologia aplicada à área agrícola”, prevê Reinhold Stephanes.

Laboratório
De acordo com o presidente da Embrapa, Silvio Crestana, o projeto deve se iniciar em 2009, com inauguração estimada para o início de 2010. Para completar o projeto, Crestana acredita que, no início do próximo ano, será oficialmente inaugurado o Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio, também instalado em São Carlos.

*Com informações do Mapa
(Envolverde/Ministério da Ciência e Tecnologia)

FAPESP terá Programa de Pesquisas em Bioenergia

quarta-feira, 12 de março de 2008.

FAPESP terá Programa de Pesquisas em BioenergiaPor Fábio de Castro

Agência FAPESP - O Workshop sobre Bioenergia, realizado nesta segunda-feira (10/3) na sede da FAPESP, foi a última atividade oficial programada pelo Ano Brasileiro-Britânico da Ciência & Inovação antes de seu encerramento.

O evento, que reuniu pesquisadores britânicos e brasileiros, foi organizado pela Fundação paulista em parceria com a Embaixada Britânica e com o Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC) do Reino Unido.

A sessão de abertura do evento contou com a participação de John Beddington, conselheiro-chefe para assuntos científicos do governo britânico, Martin Raven, cônsul-geral britânico, Steve Visscher, chefe executivo interino do BBSRC, Celso Lafer, presidente da FAPESP, e Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação.

No workshop, Brito Cruz apresentou as principais linhas do Programa de Pesquisas em Bioenergia da FAPESP (Bioen), que está em preparação. Os primeiros dois módulos do Programa são o de Pesquisa sobre a Produção de Biomassa e o de Pesquisa em Cooperação entre Empresas e Universidades.

O módulos sobre biomassa se baseia no esforço iniciado pela FAPESP em 2000. “O Projeto Genoma da Cana-de-Açúcar foi a base do programa para biomassa. Nosso objetivo é, a partir da base estabelecida, criar conhecimento relacionado a fontes renováveis de energia”, disse.

O programa tem seis módulos temáticos: produção da biomassa, incluindo principalmente o melhoramento da cana-de-açúcar para produção de energia; produção de etanol e outros produtos a partir de açúcares e celulose; novos processos em alcoolquímica; células a combustível com base em etanol; economia do etanol; e produção de bioenergia e meio ambiente.

“O programa não se refere apenas ao etanol e sim à bioenergia de modo geral, mas a nossa expertise se concentra atualmente na produção de etanol. O Bioen incluirá pesquisa acadêmica e ações conjugadas entre universidade e empresa”, explicou Brito Cruz.

O Bioen articula a pesquisa básica sobre biomassa aos convênios concretizados entre a FAPESP e empresas do setor. Estão em vigor acordos com a Oxiteno na área de materiais lignocelulósicos, com Braskem em alcoolquímica e com a Dedini na área de desenvolvimento de processos.

Segundo Brito Cruz, o novo programa trabalhará com temas como: transformação genética e genômica evolutiva e estrutural de cana-de-açúcar e outros vegetais; desenvolvimento de novos cultivares; prospecção de caracteres de interesse nos aspectos de bioquímica, fisiologia e agricultura; continuidade da análise do transcriptoma, proteoma e metabolismo de plantas.

O programa também tem foco no estudo de marcadores moleculares, no mapeamento físico, genético e molecular de genomas, em redes metabólicas da produção de carboidratos e sucrose, na função e estrutura das paredes celulares, em bioinformática, nos impactos das mudanças climáticas e nas questões de transferência de tecnologia e propriedade intelectual.

Brito Cruz destacou que o Estado de São Paulo é uma potência mundial em relação à produção de etanol. “É responsável por dois terços do total da produção brasileira de etanol. E o Brasil - um dos poucos países do mundo em que uma fração considerável da energia usada é proveniente de fontes renováveis, chegando perto de 50% - produz hoje 42% do etanol no planeta.”

No entanto, segundo o diretor científico da FAPESP, o interesse estratégico do Brasil não é dividir com os Estados Unidos um monopólio mundial do etanol. “A disseminação do uso de biocombustíveis depende de haver muitos outros produtores. Queremos dominar tecnologia tecnologias que possam ser transferidas para que outros países produzam também, fazendo com que o etanol seja mundialmente difundido”, disse.

A Unicamp promove o V Workshop Brasil-Japão sobre bioenergia e biomassa

segunda-feira, 29 de outubro de 2007.

A Unicamp promove o V Workshop Brasil-Japão sobre bioenergia e biomassaPor Álvaro Kassab e Ronei Thezolin, do Jornal da Unicamp

A quinta edição do evento vai reunir, no Centro de Convenções da Universidade, especialistas de instituições de ensino e pesquisa, empresários e representantes dos governos e de agências de fomento dos dois países.
O objetivo do encontro é abrir novos canais de cooperação bilateral de interesse estratégico nas áreas de combustíveis alternativos, cogeração de energia, biomassa, sustentabilidade e mercado de crédito de carbono, entre outras. A produção de etanol estará no centro dos debates.

Segundo Carlos Kenichi Suzuki, presidente da comissão organizadora do workshop,o momento não poderia ser mais oportuno para o estabelecimento de parcerias, de intercâmbios e de troca de experiências entre cientistas, empresários e agências governamentais dos dois países. “A grande abrangência temática do workshop deve-se ao cenário atual. O aquecimento global exige que a ciência procure alternativas para mitigar o problema”, afirma Suzuki, que é professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp (FEM). A expectativa do docente e dos organizadores é que o workshop funcione como um “catalisador” de programas bilaterais de grande magnitude.

Na avaliação do pesquisador, a emissão de CO2 causada pela queima de
combustíveis fósseis já cobrou sua fatura. O advento de novas tecnologias,
observa Suzuki, é fundamental para a reversão de um quadro que vem se agravando ao longo das últimas décadas. “As soluções precisam ser de curto prazo. Nesse contexto, os combustíveis renováveis ocupam um papel central.

A substituição vai ser gradativa, mas ela precisa ser iniciada já”. Além do problema ambiental, prossegue o especialista, os aspectos econômicos precisam ser colocados na balança. Suzuki lembra que o etanol já era mais vantajoso economicamente quando a unidade de barril ainda não havia ultrapassado a marca dos 30 dólares. “Hoje, o preço já bateu em mais
que o dobro desse valor”, contabiliza.

(Envolverde/Jornal da Unicamp)

Conferência Nacional de Bioenergia acontece entre os dias 26 e 28 de setembro em São Paulo

quarta-feira, 26 de setembro de 2007.

Conferência Nacional de Bioenergia acontece entre os dias 26 e 28 de setembro em São PauloAcontece em São Paulo entre os dias 26 e 28 deste mês a Conferência Nacional de Bioenergia (Bioconfe), uma iniciativa da Universidade de São Paulo, que reunirá especialistas de diferentes áreas para discutir biocombustíveis.A idéia do encontro é discutir a possibilidade de produzir, em larga escala, combustíveis a partir de matrizes naturais, e pensar quais são os impactos econômicos dessa iniciativa, tanto para os produtores agrícolas quanto para os consumidores em geral.

O grupo de especialistas que participará da conferência é composto por pesquisadores da própria USP e de outras instituições de ensino, representantes do setor governamental e empresários. As pré-inscrições já foram encerradas, mas os interessados ainda podem realizá-las até momentos antes do início dos debates

(Envolverde - Agência Envolverde)