Artigos da categoria ‘Agenda’

5º Fórum Mundial da Água discutirá questões-chave sobre o futuro da água

terça-feira, 06 de janeiro de 2009.

Por Efraim Neto

Depois de meses de um longo trabalho colaborativo, um primeiro esboço da programação do 5º Fórum Mundial da Água (World Water Forum), com cerca de 100 sessões, já pode ser conferido virtualmente, após receber mais de700 contribuições de todo o mundo. Faltando menos de quatro meses para o início do Fórum que acontece entre 16 e 22 de março, o programa oficial está ganhando cada vez mais forma, e o substantivo trabalho sobre as sessões continua a evoluir.

Você pode acompanhar os progressos de desenvolvimento temático através do Espaço de Encontro Virtual do Fórum (Forum’s Virtual Meeting Space). Através desta ferramenta, você pode fornecer seus comentários e sugestões para ajudar a responder algumas das questões-chave que irão modelar o 5º Fórum Mundial da Água e um futuro melhor para as populações que necessitam deste valioso recurso.

Os processos políticos que serão constituídos durante o 5º Fórum Mundial da Água e os seus resultados serão utilizados não só como instrumentos para a instituição do 6º Fórum Mundial da Água, mas também irá ter uma participação ativa nos diálogos internacionais, tais como: G8 e na UN-CSD, por exemplo. Os resultados adquiridos durantes as sessões do Fórum possuem por finalidade aumentar a prioridades sobre a gestão de águas estratégicas e ações na agenda internacional.

O 5º Fórum Mundial da Água é o principal evento mundial sobre a água. Reúne mais de 15 mil participantes de todos os cantos do mundo para traçar soluções concretas para os desafios mundiais por qual a água passa hoje. Um trampolim para a colaboração mundial sobre os problemas da água, o Fórum oferece à comunidade e aos tomadores de decisão a oportunidade única de se unirem na construção de links, debates e tentativas de encontrar soluções para alavancar uma segurança da água.

O Fórum Mundial da Água é organizado a cada três anos, a partir de uma parceria entre o Conselho Mundial da Água e do governo do país de acolhimento para ser sede do evento. Após os Fóruns do Marrocos (1997), dos Países Baixos (2000), do Japão (2003) e do México (2006), o 5º Fórum Mundial da Água será realizado em Istambul, na Turquia, em Março de 2009. Esteja envolvido.

Fonte: EcoAgência

Agenda Criança Amazônia

terça-feira, 06 de janeiro de 2009.

A Agenda Criança Amazônia é um amplo processo de mobilização social para assegurar prioridade absoluta a cada criança e adolescente nas políticas públicas da Amazônia Legal Brasileira.

A Agenda parte do princípio de que cada município da Amazônia pode fazer muito pelas crianças e pelos adolescentes. Se cada município transformar os direitos da criança numa prioridade local, certamente a região vai dar um salto importante na conquista de um presente e de um futuro mais digno e sustentável.

É esse o movimento que a Agenda Criança Amazônia está propondo para os prefeitos, secretários municipais, juízes, promotores, conselheiros tutelares, conselheiros de direitos, comunicadores, profissionais da educação e da saúde e, em especial, para as próprias crianças e os próprios adolescentes que nascem e crescem na Região Amazônica.

Para a primeira fase, entre novembro de 2007 e novembro de 2008, foram selecionados e convidados 76 municípios nos Estados do Pará, Maranhão e Amazonas para se juntar às ações da Agenda. A escolha levou em conta a distribuição entre as microrregiões, as condições de acesso, os indicadores sociais para a infância e adolescência e a diversidade das populações quanto aos aspectos étnicos, sociais e culturais.

Até 2011, todos os 750 municípios da Amazônia Legal Brasileira deverão fazer parte da construção da Agenda Criança Amazônia, reforçando a participação do Brasil nos esforços de 191 países-membros das Nações Unidas na realização dos direitos de cada criança e cada adolescente do planeta.
Para empreender importantes transformações na vida de crianças e adolescentes dessa região, a Agenda Criança Amazônia estimulará os município para que atuem em três eixos fundamentais:

1. Eixo de Gestão de Políticas Públicas – Nele distribuem-se as ações do poder público que visam a garantir que meninos e meninas desenvolvam todas as suas potencialidades.
2. Eixo de Impacto Social – Avalia as condições de vida de crianças e adolescentes do município participante da Agenda.
3. Eixo de Participação Social – Acompanha as ações voltadas para a cultura, a educação contextualizada à realidade da Região Amazônica e a comunicação como ferramenta de garantia de direitos. Estimula a participação da comunidade e, em especial, o protagonismo de crianças e adolescentes.
(Envolverde/Unicef)

Museu de zoologia da USP lança exposição “Crise da biodiversidade: A natureza ameaçada”

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008.

Mostra reúne fotografias inéditas da vida selvagem e da relação do homem com a natureza, documentários temáticos, exemplares raros do acervo científico do Museu – apresentados pela primeira vez ao público, além de ciclos de palestras e filmes. De 18 de dezembro a 17 de maio de 2009. Abertura para convidados, dia 17 de dezembro, às 19h

Não há mais dúvidas sobre a grave crise ambiental que ameaça o planeta. Diante do sombrio cenário produzido pelas ações humanas nos últimos tempos, que se traduz em mudanças climáticas globais e perda da biodiversidade, as discussões sobre o futuro da Terra saíram das esferas científicas para fazer parte das preocupações de todos os cidadãos . A necessidade urgente de conservação dos ecossistemas e da sua biodiversidade tornou-se um consenso, de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável da humanidade.

No Brasil, entretanto, a reação da sociedade diante deste quadro alarmante ainda é incipiente, com poucas oportunidades oferecidas à população em geral, para que se familiarize com a complexidade do tema. Motivado por essa conjuntura, o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo – (MZUSP) - considerado uma das maiores instituições zoológicas do mundo, lança a exposição temporária “Crise da Biodiversidade: a natureza ameaçada”. A mostra tem o objetivo de contribuir efetivamente para o debate sobre a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.

A exposição reúne 30 fotografias de André Pessoa – um dos mais importantes fotógrafos brasileiros de meio-ambiente e vida selvagem da atualidade, documentários da DGT Filmes, exemplares raros do próprio acervo científico do Museu, painéis com textos explicativos, além de um ciclo de palestras com a participação de especialistas e outro ciclo de filmes temáticos. “Esta exposição abre para os visitantes uma rara oportunidade de encontro entre arte e ciência, uma forma possível do exercício de cidadania, a partir do olhar, da reflexão, da formação de opinião e participação nos destinos da sociedade”, explica o curador da mostra e coordenador de Difusão Cultural do Museu de Zoologia, Hussam El Dine Zaher.
Roteiro expositivo

“Crise da Biodiversidade: a natureza ameaçada” ocupa a Galeria de Exposições Temporárias do Museu de Zoologia, dividida em módulos. Logo na entrada, um filme/animação de 3 minutos já convida o público à reflexão, ao relatar o crescimento populacional desde o século I até 2008, quando a população mundial atinge cerca de 6,7 bilhões de pessoas. Crescimento demográfico e hábitos de consumo ameaçam os biomas sem precedentes, pondo em risco a existência humana.

As instigantes fotos de André Pessoa revelam desde a harmonia e a beleza dos biomas brasileiros até as mudanças provocadas pelo homem na natureza - das quais não escapam as queimadas e o trabalho infantil. Produzidos pela DGT Filmes, documentários de cerca de 8 minutos, complementam os relatos que mostram tanto as belezas naturais da biodiversidade brasileira quanto terríveis estágios de degradação atual.

E pela primeira vez, o Museu apresentará ao público cerca de 500 exemplares de sua coleção científica, espécies já extintas ou em vias de extinção, coletados na região de entorno ao Museu, no bairro do Ipiranga, no final do século XIX e começo do XX, entre moluscos, insetos, peixes, aves e mamíferos.

Perda de biodiversidade pode causar danos irreversíveis ao planeta

De acordo com o curador, Hussam, a desinformação que permeia o debate sobre a crise da biodiversidade não condiz com a sua relevância e atualidade, o que aponta para a necessidade de um esforço concentrado de divulgação por parte dos organismos especializados. Os países pertencentes às Nações Unidas e signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), do qual o Brasil faz parte, reconhecem a necessidade de um plano de ações para reverter de forma emergencial os impactos nefastos produzidos pela perda global de biodiversidade. Entretanto, diz o curador, os esforços em torno destas ações globais revelaram a colossal desproporção entre o conhecimento adquirido e a real dimensão da trama biológica que constitui a biodiversidade. A simples tarefa de nomear as espécies existentes na Terra expõe o problema de forma vívida, gerando números literalmente estratosféricos: já foram descritas aproximadamente 1,4 milhões de espécies de organismos vivos, mas esse número representa apenas uma fração da biodiversidade real que está estimada entre 14 e 40 milhões de espécies. A título de exemplo, em um grupo já altamente conhecido como o dos mamíferos, cerca de 10 novas espécies são descritas a cada ano apenas para a América do Sul.

Museu de Zoologia é referência mundial

O Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo é uma referência mundial em zoologia e detentor do mais completo acervo da fauna da região Neotropical do planeta - que abrange da Patagônia ao México.

Sua “Exposição de Longa Duração”, permanente, apresenta ao visitante parte do magnífico acervo da instituição, que possui mais de 8 milhões de exemplares de animais, e cuja organização foi iniciada há mais de 100 anos. Dividida em módulos, retrata a evolução da biodiversidade, de eras remotas aos dias atuais. No dia 17 de dezembro, a exposição permanente ganha uma novidade: a coluna geológica, totem digitalizado de 11,5 m de altura, que conta a história da vida na Terra nos  últimos 650 milhões de anos.

Réplicas em tamanho natural de animais extintos há milhares de anos, fósseis encontrados no Brasil ou na América do Sul, esqueletos de primatas (gorila, chimpanzé, humano e orangotango), modelos fiéis de dinossauros que antecederam as aves, entre infinidades de outros exemplares fazem parte da exposição, ambientados de forma dinâmica, com recursos cenográficos, tecnologia, efeitos de iluminação, além de filmes de curta duração em projeção contínua.

A visita ao Museu de Zoologia é uma atividade cultural e de lazer muito proveitosa também por sua inserção em local histórico da capital paulista, o bairro do Ipiranga, e pela arquitetura ímpar de seu edifício inaugurado em 1941, projetado pelo arquiteto Christiano Stockler das Neves, mesmo autor do projeto da Estação Júlio Prestes. Representações de animais aparecem nas fachadas e nos belíssimos vitrais feitos em cristal belga, no interior do edifício. A origem do Museu está associada à Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo (CGG), criada em 1886 para organizar expedições de coletas de amostras de fauna e flora.

Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo

Avenida Nazaré, 481 – Ipiranga
São Paulo – SP -Tel (0xx11) 2065 - 8100 - http://www.mz.usp.br
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h
Ingresso: R$ 4,00 (grátis para visitantes menores de 6 anos e acima de 60; estudantes com carteira pagam meia-entrada)
A partir de 2009 o último domingo do mês terá a entrada franqueada para os visitantes.

Crédito da imagem
:André Pessoa
(Envolverde/Assessoria)

Vitrine da Consolação exibe mostra sobre objetos resgatados no rio Pinheiros, em SP

terça-feira, 04 de novembro de 2008.

Produtos obtidos através da pesca no rio serão exibidos na vitrine da Passagem Literária até 17 de novembro, com o objetivo de conscientizar sobre o descarte na natureza e a reutilização do lixo

“Estória de pescador”  é a nova atração gratuita a ser vista, até o dia 17 de novembro, na vitrine da Passagem Literária da Consolação. A experiência documental realizada pelos alunos Aline Marques, Andrei Moyssiadis, Caio Ferraz, Glauco Longhi, Jair Molina, Luiz Romero de Araújo e Renato Helena, todos do Senac, acontece em paralelo com a exposição 24x s/ juros, que fica até 10 de novembro no corredor do espaço, mantido pela Associação Via Libris de Livreiros, em parceria com a Subprefeitura da Sé.

Com o tema “Achados e Perdidos, algum destes objetos pertence a você?”, os sapatos, brinquedos, embalagens plásticas e até pedaços de madeira retirados do rio pelos universitários estão expostos aos olhares dos espectadores em vários planos. A finalidade da mostra é despertar o pensamento sobre a relação de distanciamento entre o homem e a natureza, além de conscientizar sobre a responsabilidade pelos detritos que produzimos.

O estudante Luiz Romero explica a iniciativa do grupo: “O fato de sermos os próprios pescadores nos permitiu sentir e retransmitir essa vivência. Por maior que seja o poder de expressão dos recursos audiovisuais, a experiência não faria sentido se não vivêssemos a estória, uma vez que reconhecemos nossa parcela de responsabilidade neste processo de poluição do rio”.

Sobre a Passagem Literária da Consolação

Idealizada pela Subprefeitura da Sé, com o objetivo de transformar um antigo corredor subterrâneo em espaço cultural, o local, que antes estava depredado, foi reformado em 2005. A passagem foi entregue ao público em novembro do mesmo ano e, desde então, abriga programação cultural variada realizada pela Associação Via Libris de Livreiros - nove vendedores de livros usados, que cuidam da manutenção do local e mantém a banca de livros usados.

Serviço
Exposição “Estória de pescador”

Data: até 17 de novembro
Horário: das 7h às 22h, de segunda a sexta-feira. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h
Local: Passagem Literária da Consolação - rua da Consolação, esquina com a Avenida Paulista (metrô Consolação)
Grátis
(Envolverde/Prefeitura SP)

Bauru abre I Encontro Regional de Comunicação Ambiental

terça-feira, 04 de novembro de 2008.

Evento promovido pela Unesp traz, pela primeira vez na região, o debate sobre o papel da mídia na difusão das questões ambientais.

Pela primeira vez, o centro-oeste paulista fará um debate sobre a relação meio ambiente e meios de Comunicação, buscando compreender as temáticas e qualificar o debate ambiental. A FAAC /Unesp, em parceria com o Instituto Ambiental Vidágua, o Grupo de Estudos em Jornalismo Ambiental da Unesp e o Jornal da Cidade promovem nos dias 5, 6 e 7 de novembro o I Encontro Regional de Comunicação Ambiental - “Mídia, Sustentabilidade e Energia”. A proposta é colocar em discussão temas globais, relacionados ao meio ambiente, com foco regional.

O Encontro vai abordar, como principais linhas de discussão, a prática do jornalismo ambiental no aspecto mídia, as questões do marketing verde,  a sustentabilidade ambiental e a temática biocombustiveis, focada na realidade da região.

A palestra de abertura será realizada no Sesc/Bauru, no dia 5, às 19h, com a presença do professor Dr. Wilson Bueno (ECA/USP). No dia 6 de novembro, serão realizadas mesas redondas com palestrantes renomados na área do jornalismo ambiental – jornalistas, geógrafos, publicitários e pesquisadores de todo o país, a partir das 9h, na Sala 1 da Unesp (Confira programação no site www.faac.unesp.br/ambiental)

No dia 7 de novembro, a partir das 8h3o, também na Sala 1, será realizada a palestra do Professor Dr. Luiz Barco sobre jornalismo e meio ambiente. Em seguida, haverá a apresentação de trabalhos acadêmicos (salas 73, 77 e 79).  Os participantes ainda podem submeter trabalhos na área de comunicação e meio ambiente. O prazo vai ate 26 de outubro.  A parte da tarde no dia 7 será reservada para oficinas e workshops sobre vídeo ambiental, materiais pedagógicos, comunicação em ONGs e sustentabilidade.

O I Encontro Regional de Comunicação Ambiental é uma parceria com Instituto Vidágua,  tem o apoio do Departamento de Comunicação Social e Programa de Pós-Graduação da FAAC, do Sesc/Bauru, Jornal da Cidade e conta com patrocínio do Grupo Nelson Paschoalotto, Editora Alto Astral e Spaipa/Vittalev.

Mais informações e inscrições  www.faac.unesp.br/ambiental

Email: encontrorca@faac.unesp.br
(Envolverde/Assessoria)