Uma notícia publicada nesta segunda-feira (19/10) no jornal inglês The Guardian caiu como uma bomba entre os súditos da rainha. De acordo com a publicação, o governo tem um plano secreto para fazer com que os contribuintes subsidiem a construção de novas usinas nucleares por um período de 20 anos. A medida adicionaria 10% nas contas de luz, o que na média significa pagar cerca de 44 libras esterlinas (123 reais) a mais por ano. O pior de tudo é que os governantes já haviam prometido que isso não ocorreria.
O grande dilema é a dúvida sobre a capacidade de abastecimento da indústria energética britânica. Há temores de que haverá um déficit na oferta, causado pelo desativamento de estações nucleares velhas e a rejeição aos projetos de novas termelétricas a carvão.
Além disso, o governo teme que companhias privadas não se interessem por investimentos em usinas nucleares, já que o preço da energia no país está em queda. Com esse cenário, o governo acredita que somente aumentando artificialmente os preços das contas de luz gerada por termelétricas a carvão e a gás é que a energia nuclear ficará mais competitiva e, consequentemente, será possível incentivar a construção de novos reatores.
O aumento da conta se daria por meio da cobrança do carbono, que hoje custa 13 euros por tonelada na Europa, e passaria a custar no mínimo 30 euros.
O governo do Reino Unido quer que as companhias de energia construam pelo menos oito novos reatores, o que deve custar mais de 20 bilhões de euros (51 bilhões de reais).
(Envolverde/Mercado Ético)
