A previsão oficial da expectativa de queda nas emissões de dióxido de carbono nos Estados Unidos em 2009 devido à recessão foi elevada para 6%.
Apesar de queda nas emissões oferecer uma trégua para o inexorável aumento das emissões nos últimos anos, e um pouco mais de espaço na luta para reduzir as emissões ao longo da próxima década, os últimos dados são mais um sinal negativo para os mercados de carbono.
A Administração de Informação Energética (EIA, sigla em inglês) norte-americana aumentou a previsão mensal em um ponto percentual devido ao impacto maior do que o esperado da recessão econômica sobre a demanda de eletricidade em agosto, reportou a Reuters.
As emissões provenientes do setor energético equivalem a 80% do total da pegada de carbono norte-americana de mais de 7 bilhões de toneladas ao ano. Estas emissões de CO2 estavam 16% acima do nível de 1990 em 2008, de acordo com dados da EIA.
Quedas ainda maiores nos preços do gás natural em comparação com o carvão também estão ajudando a cortar as emissões, já que as fornecedoras de energia e as indústrias estão trocando para a queima de gás, um combustível mais limpo que o carvão.
Os preços nos dois mercados de carbono norte-americanos, a iniciativa compulsória RGGI e o esquema voluntário da CCX, já desmoronaram este ano. Em conjunto com os atrasos recorrentes na aprovação da legislação climática, parece que a tendência é de quedas ainda maiores.
A EIA prevê que as emissões de CO2 comecem a crescer novamente em 2010, com 0,9%, de acordo com a Reuters.
Fonte: Carbon Positive. Traduzido por Fernanda B. Muller, CarbonoBrasil
(Envolverde/CarbonoBrasil)
