Papa-Pilhas cresce e recicla três vezes mais em 2008

terça-feira, 31 de março de 2009.

Papa-Pilhas cresce e recicla três vezes mais em 2008São Paulo e Rio Grande do Sul lideram a coleta para reciclagem.

O Papa-Pilhas, programa de reciclagem de pilhas e baterias do Banco Real, coletou 127 toneladas de material em 2008, quantidade três vezes superior à de 2007. Um dos destaques foi o Estado de São Paulo, com mais de 70 toneladas, em 890 pontos de coleta, vindo depois: Rio Grande do Sul: 13,5 toneladas / 80 pontos de coleta; Rio de Janeiro: cerca de 13 toneladas / 294 pontos de coleta; Minas Gerais: 11 toneladas / 103 pontos de coleta; e Pernambuco – mais de 2,6 toneladas / 145 pontos de coleta.

O programa, que teve início em dezembro de 2006, chegou ao final de 2008 com quase dois mil postos de coleta espalhados por todo o Brasil. Os displays ficam instalados sobretudo em agências e postos de atendimento do Banco Real, mas também estão presentes em universidades, hospitais, órgãos públicos e outros parceiros. No segundo semestre, o alcance do Papa-Pillhas tomou dimensões maiores com o estabelecimento de parcerias. Mais de 200 parceiros passaram a contar com os displays para que as pilhas e baterias ali depositadas tenham a destinação adequada.

O assunto ganhou novos contornos em outubro, quando o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) publicou a resolução 401/08, que atualiza a resolução 257/99. Desde então, os estabelecimentos que comercializam pilhas e baterias são obrigados a oferecer pontos de recolhimento adequados. “O Banco Real se antecipou a isso e os números mostram que encontramos um modelo de sucesso”, completa Marcio Barela, responsável pela gestão do programa Papa-Pilhas.

“Alguns tipos de pilhas e baterias têm em sua composição metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio, níquel e outras substâncias tóxicas que quando descartadas incorretamente podem vazar e contaminar os lençóis freáticos, rios e o solo. Por meio da irrigação agrícola ou do consumo direto, a água contaminada atinge a cadeia alimentar humana e pode causar danos à saúde. Felizmente, a consciência sobre a importância de tratar adequadamente esse material aumentou muito, dentro e fora da nossa instituição”, afirma Barela.

Por isso, o Banco Real mantém o Papa-Pilhas, equipamento que recebe toda e qualquer pilha ou bateria portátil com medidas até 5×8 cm, incluindo carregador e aparelho celular. Os consumidores depositam o material em coletores certificados e uma empresa especializada, a ADS Logística, faz o transporte seguro do conteúdo até a Suzaquim, empresa localizada em Suzano, região metropolitana de São Paulo, que se encarrega da reciclagem.

Na Suzaquim, as pilhas e baterias são desencapadas e os metais, queimados em fornos industriais – todos dotados de filtros que impedem a emissão de gases poluentes. No processo, são obtidos sais e óxidos metálicos, úteis à indústria de refratários, vidros, tintas, cerâmicas, entre outros. “Cuidar do meio ambiente é também cuidar da saúde pública. Certamente cresceremos ainda mais em 2009”, finaliza Barela.

Os coletores do Papa-Pilhas estão presentes nas agências do Banco Real. O Papa-Pilhas recolhe todo tipo de pilhas e baterias usadas em lanternas, rádios, controles remotos, relógios, celulares, telefones sem fio, laptops, câmeras digitais e outros aparelhos portáteis. Como determinado pela legislação ambiental (Resolução Conama 257 de 30/06/1999), pilhas e baterias com peso superior a 500 gramas ou dimensões maiores que 5 cm x 8 cm devem ser devolvidas ao local da compra ou encaminhadas diretamente ao fabricante. O mesmo deve ser feito com baterias de chumbo ácido de qualquer tamanho, usadas em motocicletas, alarmes, celulares rurais e automóveis.

O Brasil já recicla volumes expressivos de papel, plástico, vidro, alumínio, ferro e outros materiais. Contudo, reciclar pilhas e baterias esgotadas ainda não é uma prática comum entre nós. Descartá-las de forma incorreta é extremamente perigoso, pois os metais pesados existentes em seu interior não se degradam e são nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Uma pilha comum contém, geralmente, três metais pesados: chumbo, cádmio e mercúrio, além de manganês, cobre, níquel, cromo e zinco. Por isso, pilhas e baterias representam hoje um sério problema ambiental. São produzidas a cada ano no país cerca de 800 milhões de pilhas secas (zinco-carbono) e alcalinas (hidróxido de potássio ou de sódio – zinco), conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee.

Na natureza, uma pilha pode levar séculos para se decompor. Os metais pesados, porém, nunca se degradam. Em contato com a umidade, água, calor ou outras substâncias químicas, os componentes tóxicos vazam e contaminam tudo por onde passam: solo, água, plantas e animais. Com as chuvas, penetram no solo e chegam às águas subterrâneas, atingindo córregos e riachos. Esta água contaminada chega à cadeia alimentar humana por meio da irrigação agrícola ou do consumo direto. Os metais pesados possuem alto poder de disseminação e uma capacidade surpreendente de acumular-se no corpo humano e em todos os organismos vivos, que são incapazes de metabolizá-los ou eliminá-los. Por isso, são tão perigosos para a nossa saúde. http://www.bancoreal.com.br/papapilhas
(Envolverde/Pauta Social)

 
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