Mecânicas paulistas terão projeto de sustentabilidade ambiental

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009.

Mecânicas paulistas terão projeto de sustentabilidade ambientalO projeto, que começou a ser desenvolvido na região Oeste de São Paulo, tem como meta orientar os empresários a dar destinação correta aos resíduos gerados nas oficinas.

São Paulo – O Sebrae/SP, por meio do Escritório Regional Capital Oeste, apresentará no dia 28 de janeiro um projeto direcionado ao setor de oficinas mecânicas. O objetivo é desenvolver a sustentabilidade ambiental nas oficinas e promover a melhoria da gestão do negócio, visando melhoria de resultados econômicos.

Inicialmente, a proposta envolverá 18 oficinas da Capital que já participaram do diagnóstico de Gestão Ambiental realizado pelo Escritório Regional da Capital Oeste do Sebrae/SP em 2008. Na apresentação estarão presentes representantes da Cetesb e do Sindicato de Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa), além de representantes das empresas interessadas em receber os insumos para reciclagem.

O projeto com oficinas, que começou a ser desenvolvido na região Oeste de São Paulo, tem como meta orientar os empresários a dar a destinação correta aos resíduos gerados nas oficinas, tais como óleo, plástico, vidro e borracha, e ainda possibilitar a geração de receita com esta iniciativa.

Fernando Chinaglia, gerente do Escritório Regional Capital Oeste, explica que o Sebrae/SP tem parceria com a oficina Auto Palace, que fica no bairro do Caxingui, na Zona Oeste. A coleta do material será feita com o auxílio de dois caminhões da oficina. “O objetivo é destinar os resíduos para reciclagem de forma correta para que não venham a contaminar ou agredir o meio ambiente. Observamos que o mercado tende a valorizar e preferir cada vez mais empresas que pratiquem ações ambientalmente responsáveis”.

Resultados do diagnóstico

Para orientar os empresários dos pequenos negócios paulistas sobre sustentabilidade e meio ambiente, o Sebrae/SP lançou o projeto Gestão Ambiental. A proposta é formular um conjunto de práticas administrativas e operacionais que levam em conta a saúde e a segurança das pessoas e a proteção ao meio ambiente. Todas as fases do ciclo de vida de um produto e de uma empresa estão incluídas no programa.

A gestora do programa, Dorli Martins, explica que no início do ano passado foi elaborado um relatório de auditoria ambiental para cada uma das empresas participantes do projeto-piloto. “Com o relatório em mãos, o empresário soube quais eram todas as suas conformidades e inconformidades, podendo se programar para implementar as mudanças necessárias”.

Ela conta que os resultados apresentados surpreenderam e que foi registrado uma redução de 40% no consumo de matéria-prima e 30% de energia elétrica, além da legalização de nove lavanderias industriais da cidade de Cajamar. Participaram empresas dos segmentos de cerâmica vermelha, produtores de cachaça, oficinas mecânicas, plásticos, metal-mecânica, brinquedos de madeira, calçados e lavanderias industriais.

O diagnóstico apontou ainda que as micro e pequenas empresas dos setores estudados geram resíduos, em média, de 40% (cerâmicas), 35% (couro e calçados), 30% (brinquedos de madeira e plástico), 5% (cachaça) e 10% (oficinas mecânicas).
(Envolverde/Agência Sebrae)

Foto: AGLIBERTO LIMA/AE – Blog Estadão

 
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