Cerca de 250 pessoas, entre profissionais, estudantes e membros da sociedade civil, assistiram aos debates.
O primeiro dia do seminário internacional “Políticas Públicas e Padrões de Qualidade do Ar na Macrometrópole Paulista”, ocorrido em (4), na sede da Secretaria Estadual de Meio de Ambiente – SMA, reuniu cerca de 250 pessoas, entre profissionais, estudantes e representantes da sociedade civil, com o objetivo de colocar em pauta a medição da qualidade do ar e os efeitos na qualidade de vida da população. A abertura do seminário, que terá seqüência nesta quarta-feira (5), contou com a participação dos secretários estaduais de meio ambiente, Xico Graziano, e da saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, assim como do diretor-presidente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB, Fernando Rei, e da diretora de engenharia, tecnologia e qualidade ambiental, Ana Cristina Pasini da Costa.
Para Graziano, é necessário integrar as políticas públicas de meio ambiente e saúde. “Precisamos unir as nossas agendas para cumprirmos a nossa responsabilidade pública”, declarou. Para Luiz Roberto, as experiências internacionais são positivas. “Na troca de idéias nós vamos encontrar um caminho que nos permita avançar na busca da melhoria da qualidade ambiental e de saúde”, afirmou. De acordo com Fernando Rei, não adianta estabelecer padrões que estejam fora da realidade do Estado. “A melhora na saúde pública e na qualidade ambiental precisam ser viáveis e exeqüíveis”, apontou. Ana Cristina acredita que o momento é ideal. “É uma oportunidade rara, que pode resultar em uma proposta de política pública”, destacou.
A palestra de abertura, ministrada pelo médico Carlos Dora, que coordena a unidade de saúde pública e meio ambiente da Organização Mundial de Saúde – OMS abordou a qualidade do ar nas megametrópoles e medidas para reduzir a poluição do ar. “Existe um grande descompasso entre o que se mede e onde se quer chegar com o dado obtido”, pontuou. Para o especialista, a grande questão é como as cidades resolverão os problemas causados pela poluição. “As grandes cidades do mundo têm esse mesmo problema, mas são cidades com mais capacidade técnica, com universidades e as agências como a CETESB, que é muito forte, para solucionar o problema”, destacou.
O patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, acredita que é necessário definir o quanto vale a saúde das pessoas. “O única forma de se discutir em pé de igualdade é valorar o custo da saúde no ambiente urbano”, revelou. Para a gerente da divisão de tecnologia de avaliação da qualidade do ar da CETESB, Maria Helena Martins, o primeiro dia do seminário deu início ao debate. “Foi um dia de abertura para a questão entrar na discussão e as experiências internacionais foram positivas para ampliar a visão do debate”, definiu. De acordo com o gerente do departamento de tecnologia do ar da CETESB, Carlos Komatsu, o público em geral não conhece com profundidade os padrões internacionais de medição da qualidade do ar. “A proposta do seminário é trazer ao público esse conhecimento, para que a sociedade possa participar da elaboração das políticas públicas, pois a responsabilidade sobre essa questão não é só do órgão ambiental, mas de todos nós”, declarou.
O seminário contou, ainda, com a participação de Nelson Gouveia, da Faculdade de Medicina da USP, Clarice Freitas e Luiz Sérgio Ozório Valentim, da secretaria estadual de saúde, Nacy Mayer, da United States Environmental Protection Agency – USEPA e Emile De Saeger, da Joint Research Centre – JRC, ligado à União Européia.
Por Valéria Duarte, da Cetesb
Crédito da imagem:José Jorge
(Envolverde/CETESB)
