Por Sabrina Domingos, do Carbono Brasil
Os consumidores estão cada vez mais conscientes e exigentes em relação a ações ambientalmente responsáveis. Uma pesquisa do Instituto de Marketing Natural, dos Estados Unidos, divulgada esta semana, mostra que a população em geral tem adotado atitudes “verdes” com mais freqüência.
Já é possível notar, por exemplo, um crescimento modesto nos esforços de conservação de água e energia. O público também tem levando mais em consideração as ações das empresas em termos de proteção ambiental e de práticas éticas. O boicote de marcas ou companhias que não agem de maneira considerada correta pelos compradores aumentou 10% em relação a 2006. Além disso, cerca de três em cada dez entrevistados afirmam que participam da coleta seletiva de lixo perigoso – um incremento de mais de 50% desde 2006.
Para incentivar atitudes nesse sentido várias entidades brasileiras lançam iniciativas em prol do consumo consciente. Na última semana, o Ministério do Meio Ambiente realizou uma campanha promovendo o uso adequado das embalagens. Com o slogan “A escolha é sua, o planeta é nosso”, o objetivo era estimular a redução do consumo e a reutilização de todos os tipos de embalagens, como sacolas plásticas de supermercados.
Até as entidades que fabricam esses produtos entraram na onda sustentável apoiando a campanha do governo. A indústria do plástico acredita que a ação do Minitério reforça uma tendência que está pautando toda a cadeia produtiva. Prova disso é o Programa de Qualidade e Consumo de Sacolas Plásticas desenvolvido pela Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, pelo Instituto Nacional do Plástico (INP) e pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), que pretende substituir as atuais sacolinhas distribuídas pelos supermercados por outras mais resistentes. As novas embalagens poderão acondicionar mais produtos e devem reduzir em 30% o consumo das sacolinhas.
As sacolas retornáveis de tecido, amplamente utilizadas em países da Europa, também já começam a fazer a cabeça dos consumidores brasileiros. Há vários modelos e tamanhos, empresas que as comercializam e outras que as produzem e as entregam a seus clientes como um incentivo ao consumo consciente.
Leva tempo para que novos hábitos sustentáveis sejam amplamente adotados pela população como um todo. E fazer com que essa realidade seja enxergada como parte do dia-a-dia de cada um pode ser um passo importante. Nesse sentido, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a organização não-governamental Vitae Civilis realizam uma campanha nacional que pretende informar o consumidor sobre o quanto seu consumo pode afetar o clima do planeta; sugerir alternativas para que ele mude seus hábitos cotidianos; e ainda cobrar de empresas e autoridades ações efetivas para a mitigação das mudanças climáticas.
Com o auxílio de um computador portátil, eles oferecem ao cidadão a oportunidade de calcular qual é a sua contribuição de emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Além disso, o programa sugere alternativas para que as emissões sejam diminuídas, mudando hábitos de consumo e amenizando, assim, as conseqüências para o meio ambiente.
Essa ferramenta de cálculo também está disponível no site http://www.climaeconsumo.org.br
(Envolverde/Carbono Brasil)
