Paulista vai receber 230 árvores e novo paisagismo

quinta-feira, 27 de março de 2008.

Paulista vai receber 230 árvores e novo paisagismoCalçadas começam a receber pau-ferro e nova vegetação dá nova cor à avenida

A Avenida Paulista começa, neste mês de março, a receber parte das 230 árvores da espécie pau-ferro, previstas no projeto paisagismo. As espécies serão plantadas nas calçadas e são freqüentemente utilizadas na arborização de áreas urbanas. “A implantação do projeto paisagístico vai embelezar e deixar a avenida ainda mais agradável para quem passa por ali”, afirma o secretário das Subprefeituras Andrea Matarazzo.

O projeto prevê ainda a colocação de azaléias colorindo toda a extensão do canteiro central. A reforma e a readequação da Paulista são antigas reivindicações dos paulistanos, que depois de 30 anos assistem à reforma da avenida, com a substituição do antigo piso de mosaico português pelo concreto moldado in loco.

A reforma começou em julho de 2007 e previsão de término é para junho deste ano. Quando estiver concluída será uma das mais acessíveis da cidade, pelo piso plano e a implantação de 200 rampas de acessibilidade.

O novo viário trará mais segurança aos pedestres. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) aproveita a reforma para implantar semáforos inteligentes e redistribuir as travessias ao longo da Paulista. As travessias serão ampliadas de 16 para 20, e reposicionadas a cerca de 30 metros dos cruzamentos. Os pedestres, principalmente as pessoas com mobilidade reduzida, serão beneficiados com a adequação do tempo de espera, para que a travessia seja feita de forma integral e segura.

Os 13 trechos já prontos estão passando por uma minuciosa vistoria e locais que apresentam pequenas irregularidades estão sendo refeitos pela empresa responsável pela obra. Ao todo serão refeitos 50 mil m² de calçadas. Além de proporcionar uma melhoria da paisagem urbana, a reforma também reduzirá o impacto causado pelas cerca de duas mil interferências de concessionárias prestadoras de serviços públicos. O novo piso facilita a reconstrução da calçada, caso essas empresas tenham necessidade de fazer alguma manutenção subterrânea em sua rede.

Coração e alma de São Paulo

Avenida-símbolo de São Paulo, cartão postal da quarta maior cidade do mundo. Esta é a Paulista – um corredor cultural e financeiro de 2.700 metros de extensão, que vive e vibra. Conhecida como um dos principais centros econômicos da América Latina, a Paulista tornou-se um dos principais eixos culturais da cidade, com teatros, museus, cinemas, livrarias e pólos de entretenimento. Por ela circulam diariamente mais de 1,7 milhão de pessoas e 90 mil veículos. Plural como São Paulo, abriga ainda cerca de 200 mil moradores em seus 18 prédios residenciais. E é essa Avenida, que tem a cara de São Paulo, que começa agora a ganhar cara nova, com remodelagem total de suas calçadas e canteiros.

O início

Inaugurada em 1891 para abrigar a elite paulista, representada pelos barões do café, a Avenida Paulista surgiu pela visão do engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima que, no ano anterior, havia comprado lotes na região para urbanização e revenda. Naquela época, a avenida impressionava por seus 28 metros, largura até então inédita, e por seus imponentes palacetes. O parque Siqueira Campos, conhecido como Trianon, foi inaugurado em 1892 com o nome Parque da Avenida, mas também era conhecido como Parque Villon.

Os anos 30

Até meados da década de 30, a Avenida ganhou algumas de suas construções mais importantes. Entre elas o Hospital Santa Catarina, o Colégio Rodrigues Alves, a Casa das Rosas e o Instituto Pasteur. Com largada no então Belvedere Trianon – cuja demolição em 1950 deu lugar ao Masp – a tradicional corrida de São Silvestre começou a ser disputada em 1924.

Os primeiros espigões

Entre 1940 e 1970, gradualmente a Avenida foi adquirindo uma nova feição, com os casarões sendo substituídos por prédios residenciais e comerciais. Na década de 70, a Paulista foi alargada em 20 metros –10 metros de cada lado –, para o aumento do espaço destinado à circulação de veículos. As calçadas, também alargadas, foram entregues à população em 1973, cobertas com mosaicos portugueses que, agora, darão lugar aos blocos de concreto moldado in loco.

O Símbolo de São Paulo

Na década de 80 as multinacionais e os grandes bancos começam a ocupar a Avenida, instalando-se em edifícios com arquitetura mais arrojada. Em 1991, veio o Metrô, facilitando o acesso do paulistano ao local que no ano anterior havia sido eleito pela população como o Símbolo da Cidade.

credito da imagem: Urb2 Arquitetos

(Envolverde/Prefeitura SP)

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=44377

 
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