Gráficas da Região Metropolitana da capital gaúcha e do Vale do Gravataí iniciam capacitação com o objetivo de diminuir degradação do meio ambiente e racionalizar custosPorto Alegre – De olho na qualidade ambiental, gráficas da região Metropolitana de Porto Alegre e do Vale do Gravataí (RS) aderiram a um programa que irá adequar suas atividades a normas de licenciamento ambiental do Estado. O trabalho inicia por um grupo de 27 empresas do setor que receberão consultoria de um biólogo para identificação e controle dos processos produtivos e dos resíduos gerados.
O objetivo é a obtenção de licença ambiental dos órgãos reguladores. Com a iniciativa, as empresas pretendem diminuir a degradação do meio ambiente e ainda reduzir os custos de produção com a racionalização das atividades. As gráficas integram o projeto Pólo Regional do Setor Gráfico do Sebrae/RS Metropolitana e Vale do Gravataí.
De acordo com a gestora do projeto, Viviane Pinto, a ação trará benefícios às empresas e ao meio ambiente. “Com a implantação de procedimentos simples, os empresários reduzirão seus custos com matéria-prima e ainda contribuirão para a preservação do ambiente onde atuam”, projeta a gestora. Conforme ela, a redução do consumo de recursos naturais como água e energia elétrica, além do reaproveitamento de materiais, como as chapas de impressão utilizadas pelas gráficas, são melhorias que poderão ser observadas nas empresas. Segundo Viviane, a meta é obter o licenciamento ambiental em 50% das empresas que participam do projeto até o fim de 2008.
“O licenciamento ambiental existe há bastante tempo na indústria, mas não é comum ver empresas gráficas adequadas a essas legislações”, analisa o biólogo e consultor do Sebrae/RS Guilherme Schulz. Segundo ele, a indústria gráfica está enquadrada como indústria de potencial poluidor médio pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e pelas Secretarias Municipais do Meio Ambiente, órgãos que concedem as licenças. As gráficas geram resíduos sólidos e efluentes, que podem agredir a natureza. O consultor explica que a Fepam exige diagnóstico técnico e sistemas de controle do processo produtivo e da emissão dos resíduos gerados para conceder a licença.
Conforme o biólogo, a partir desta semana, serão feitos os primeiros contatos com os empresários para agendar as visitas de conhecimento das empresas e a realização dos diagnósticos. Nessa primeira fase, cada gráfica terá 12 horas de consultoria especializada.
Depois dessa etapa, será elaborado e entregue aos empresários o projeto de melhoria. O compromisso é que essas ações sejam implantadas até o fim do primeiro semestre deste ano. De acordo com Schultz, o empresário receberá um projeto individualizado, destinado a atender às demandas específicas de sua empresa.
“O processo envolverá, além da mudança de processos produtivos, o descarte de resíduos e o tratamento da matéria-prima. Também está prevista a capacitação dos colaboradores das empresas para a adaptação às novas exigências”, ressalta o consultor.
Crédito da imagem: Divulgação
(Envolverde/Agência Sebrae)
