Por Darlene Menconi
Utilizadas em lanternas, rádios, brinquedos, aparelhos de controle remoto e equipamentos fotográficos, as pilhas comuns e alcalinas movimentam no Brasil um mercado de 800 milhões de unidades ao ano. Pilhas e baterias apresentam em sua composição metais considerados perigosos à saúde humana e ao meio ambiente, como mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, manganês, níquel e lítio. Dentre esses metais, os que apresentam maior risco à saúde são o chumbo, o mercúrio e o cádmio.
Uma maneira de reduzir o impacto ambiental é substituir produtos antigos por novos que propiciem um maior tempo de uso. Dois bons exemplos são as pilhas alcalinas e as baterias recarregáveis. Uma contrapartida da indústria é a eliminação ou a diminuição da quantidade de metais pesados na constituição das pilhas e baterias.
A Legislação nacional confere tratamento especial para as pilhas e baterias que contenham metais pesados em suas composições, Resoluções CONAMA 257/99 e 263/99. Após seu esgotamento energético, elas devem ser entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas indústrias. Cerca de 1% do lixo urbano no país é constituído por resíduos sólidos urbanos contendo elementos tóxicos, segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) .São resíduos provenientes de lâmpadas fluorescentes, termômetros, latas de inseticidas, pilhas, baterias, latas de tinta e outros produtos que a população joga no lixo sem saber que se trata de resíduos perigosos contendo metais pesados ou elementos tóxicos.
Atitudes simples podem ajudar a contornar o problema. De acordo com o Manual de Educação Para o Consumo Sustentável lançado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) ,pilhas e baterias de origem incerta podem conter altas concentrações de metais pesados. Por isso, é bom preferir pilhas recarregáveis e produtos que tragam em sua embalagem informações sobre a composição, para diminuir o risco de descarte de lixo tóxico. Outra recomendação é evitar a compra de pilhas alcalinas do tipo manganês e zinco-manganês, que são mais tóxicas.
Uma forma eficaz de colaboração é o consumo consciente. Como é praticamente inviável prescindir dos computadores hoje em dia, o consumidor pode contribuir para que os reflexos positivos dessa tecnologia sejam maiores que os danos ao meio ambiente.
A primeira coisa a ser avaliada pelo consumidor é se há mesmo necessidade de comprar um novo equipamento, seja eletrodoméstico ou computador. Algumas vezes, a troca de peças basta para atender às necessidades do momento. Outro procedimento que deve sempre ser adotado é o de tentar consertar a máquina, em vez de aproveitar o primeiro problema para trocar por uma nova. Muitas vezes as pessoas trocam de equipamento por comodidade, estética ou modismo. Antes de comprar, é sempre bom ponderar, dizem os especialistas.
As baterias recarregáveis representam hoje cerca de 8% do mercado europeu de pilhas e baterias. Dentre elas pode-se destacar a de níquel-cádmio (Ni-Cd) devido à sua grande representatividade, cerca de 70% das baterias recarregáveis são de Ni-Cd. O volume global de baterias recarregáveis vem crescendo 15% ao ano.
Com o aumento da utilização de aparelhos sem fio, notebooks, telefones celulares e outros produtos eletrônicos aumentou a demanda de baterias recarregáveis. Como as baterias de Ni-Cd apresentam problemas ambientais devido à presença do cádmio, outros tipos de baterias recarregáveis portáteis passaram a ser desenvolvidos.
Metais como o chumbo podem provocar doenças neurológicas; o cádmio afeta a condição motora, assim como o mercúrio. Há pelo menos dois cuidados importantes:
- - pilhas novas: obedecer a informação dos fabricantes dos aparelhos, com relação a pólos positivos e negativos das pilhas. Não misturar pilhas velhas com novas ou pilhas de sistema eletroquímicos diferentes. Não remover o invólucro das pilhas.
- - pilhas usadas: não guardar, principalmente de forma aleatória. No caso de vazamento, lave as mãos com água abundante; se ocorrer irritação procure o médico.
O lado perigoso do avanço da tecnologia é seu considerável impacto ambiental. A indústria de computadores e seus periféricos é uma das que, proporcionalmente ao peso dos seus produtos, mais consome recursos naturais, tanto na forma de matéria-prima, como em termos de água e energia.
Um computador de mesa comum, que em média pesa 24 quilos, consome em seu processo de fabricação 1.500 litros de água e pelo menos dez vezes o seu peso em combustíveis fósseis, contribuindo para agravar o aquecimento global. Essa relação, de acordo com um estudo da Universidade das Nações Unidas (UNU), supera a dos automóveis, que usam, no máximo, duas vezes o seu peso em matéria-prima e insumos. Para se ter um exemplo, a produção de um único chip de memória RAM consome 1,7 quilo de combustível fóssil e substâncias químicas, ou 400 vezes o seu peso.
Com o maior acesso das pessoas à tecnologia, espera-se um “boom” no consumo de PCs. No ano que vem, o número de computadores pessoais no mundo deve atingir a casa de um bilhão de maquinas. Foram precisos pouco mais de três décadas desde o surgimento do PC, nos anos 1970, até chegar a essa marca. E essa cifra deve dobrar em apenas sete anos, segundo estimativa da consultoria Forrester Research. Em 2015, prevê-se que haverá dois bilhões de PCs espalhados pelo mundo.

